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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Amor próprio e um Réveillon fabuloso

Com não uma, mas duas casas em "pantanas", sem um namorado para fazer companhia, tinha 0 planos para passar a noite de ano novo. Na verdade, até tinha um plano: ficar em casa, a vegetar à frente da televisão até adormecer. 

Mas a vida dá as duas voltas próprias e ontem dei por mim numa discoteca sublime, com uma vista deslumbrante sobre a cidade e na companhia daqueles amigos que fazem toda a diferença: o Will, o Colin (em regime de part-time) e a Martha. 

Passei 6 horas a dançar em saltos de 15 cm e não me arrependo. Foi mesmo sublime. 

O que não foi sublime, de todo, foram as portas que se abriram quando uma das companhias me deu um chocho, me agarrou, me passou as unhas pelas costas, me voltou a dar um chocho...
Eu não tenho dono, mas sou dona de mim mesma. E existem barreiras que não sei se quero ultrapassar. 

Daí que, apesar de já ter sido questionada mil vezes sobre se estou interessada nele, pelo laço afectivo que temos, porque com ele as coisas teriam de ser feitas como deve ser, respondo sempre que se ele não fizer nenhum avanço, eu não o farei. 

Não o fiz antes, há anos atrás. Mesmo quando fiquei magoada por não ser uma opção, por respeito ao Will. E por isso, por mais interessada ou apaixonada que possa estar ou vir a ficar, não vou apressar nada. E se não acontecer, é porque não tinha de ser assim.