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sexta-feira, 2 de maio de 2014

My way or the High Way

Tudo o que é novo assusta-me um pouco. Sou uma criatura de hábitos. E sou-o porque passei tanto tempo a procurar segurança, que os hábitos são precisamente uma forma de me sentir abraçada por uma muralha impenetrável, em que nada de mau pode acontecer.

Tudo nos meus últimos meses tem sido novo. Ser mimada, ter alguém para acarinhar, alguém que me ama como é amado de volta. A minha família a aceitar alguém novo. Ser aceite e bem-vinda noutra família. Tudo isso é maravilhoso e bom. 

O que não é maravilhoso, ou bom, é estar numa noite fantástica, fechada e em baixo. E só confesso isto, porque não tenho como espantar esta tristeza. Explico: para os meus sogros, estou como que a mais. É algo do género "ela pode existir, desde que não interfira na nossa família". E eu não sei como lidar com isso. Não sei como lidar como o facto que hoje vou ter como companhia a minha almofada e nada mais. 

O pior é que não posso ficar chateada nem berrar, porque ele não tem culpa. Porque já estive nos seus sapatos e sabe Deus como isso me custou. Como desafiei constantemente a minha família, como fui corrida e agredida com as mais incisivas frases e palavras porque nunca deixei que me moldassem. Sou o que sou, porque escolhi assim ser. Desde que tinha 11 anos e me fecharam numa sala com uma juíza que queria dar a custódia paternal à minha mãe, quando claramente isso era um erro. Eu gritei, lutei por mim e consegui o que queria. E não foi por orgulho. Foi por amor. Umas vezes por mim própria, outras por quem eu achava que era o homem com quem acabaria os meus dias. 

Mas amadureci. Hoje não é que não valha a pena esbracejar. Só que é preferível escolher as batalhas em que me envolvo. E foi precisamente o conselho que lhe dei. 
Especialmente porque nunca sabemos o que o destino nos guarda. A vida é feita de grandes amores, mas geralmente quem fica é o sangue do nosso sangue. E até esse, de vez em quando, se eclipsa. 

Este é o meu desabafo. E agora vou dormir. 

Mas antes, em jeito de nota de rodapé, dá-me raiva sim. Alguma raiva que as pessoas não me compreendam. Não percebam como eu tento cuidar das pessoas de que amo. E como isso pode afectar positivamente a vida das mesmas. Ninguém está a roubar um filho ou uma filha. Só se está a oferecer amor. É assim tão...difícil... Compreender isso? 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Step, by, step

Passei o dia com amigas e almocei com o J.
Soube bem. Desanuviar a cabeça. Ter a Martinha a fazer-me rir com um veterano simpático dela. :)
Ouvir a Mariana a dizer-me que aquilo que tem de ser, tem muita força. Se calhar ela tem razão. 
Adorei o meu almoço com o J. Que me fez desanuviar mesmo a cabeça. Eu sempre adorei aquele sorriso. E dá-me pena que alguém que me faz sentir tão bem me tenha passado pelos dedos. Por vezes deixamos escapar oportunidades que nunca mais voltam. Será que ele era o meu "happy ending"? Não interessa. Too late. 

Mas ir ao Chiado custou. Custou sentar-me no spot e lembrar-me dos almoços. Passar pela loja, lembrar-me daquela gabardina que comprámos "juntos". Esperar por ele à porta dos armazéns. Apanharmos o metro até Sete Rios e vê-lo sair. 
Eu lembro-me, penosamente, disso tudo. Mesmo quando não quero. E não quero. Interrogo-me se ele se lembra das pequenas coisas que fizemos juntos naquele pequeno, pequenino, espaço de tempo. E fico triste. Porque ele não sente a minha falta. Como eu sinto a dele. Não se lembra, não lhe pesa, como a mim. Porque eu gosto de alguém, que na realidade não gosta de mim. 

Mas todos os dias, mesmo quando já não estou à espera, choro. E as lágrimas correm sozinhas, sem que eu pense nas coisas. E caem porque o coração assim o sente. 
Não é uma questão de ego - pela primeira vez sei que sou fantástica e boa. Boa pessoa, boa mulher, boa amante, boa companheira, boa amiga. E isto não sou eu a armar-me em boa. É um facto. Não sou perfeita, mas sou única e fantástica. 

Ele faz-me falta. As conversas, a partilha. Nós já estávamos num compromisso. O compromisso de fazermos parte da vida um do outro. E nisso perdi um amigo. Que nunca mais voltará. Porque essa intimidade - que não tinha a ver com sexo, com paixão, tinha sim com partilha, com compreensão -não vai voltar. Porque ele partiu. E ao contrário da ligação que tenho com a Mariana, que nos fez ainda mais fortes enquanto amigas, ninguém consegue recuperar uma amizade destas. Nem é uma relação amorosa. É uma amizade. Como a que eu tenho com o Will. Que sei que mesmo quando estou um dia sem falar com ele, no dia em que ele precisa de partilhar, ele confia em mim. 

A minha avó chamou-me implicitamente fácil. Doeu. Muito. Mas agora que penso nisso, fui incrivelmente estúpida. Dei tudo o que tinha. Fiz All In. Porque achei que ele era o "tal". Mas o "tal" não me deixaria. E agora, o meu coração está naquela bandeja de platina. A olhar e a chamar-me estúpida. 

Mas faz parte do processo heartbroken portanto é aguentar. (A que custo?)
E focar-me no date de quinta-feira, nem que seja para arejar a cabeça. :)

domingo, 13 de outubro de 2013

Facebook de férias, uma falsa fotografia e um bastardo

Vou pôr o meu Facebook a dormir por uns tempos. A Mariana acha ridículo, já que não preciso de me desligar do mundo só porque não consigo bloquear o G.
Na verdade, não o quero bloquear, mas também não quero ser tentada a ler o que ele escreve, a ver as fotos dele ou a ver aquelas frases fofinhas sobre amor, compromisso e o raio que parta. 
Porque sou forte e vou aguentar isto. Mas não deixa de custar. A esperança custa. 

Obrigada Will, Mary, Marta, Di e Tiago (sim, Tiago) por me animarem quando não estou bem. Por cuidarem sempre de mim. 

E ao fim de algum tempo, decidi renovar as fotos do Facebook. E apesar de estar triste, saiu uma foto perfeita nisto tudo. Embora seja um sorriso triste, está bonito. Assim, também dou, pela primeira vez, uma face à Jeanne. 

              

Por fim, lembrei-me de uma boa frase para deixar no ar: The worst men, are the bastards who can't even admit to themselves, they are, in truth, bastards. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Um mais ou menos bom dia

Ele está concentrado no trabalho e nas politiquices. E é óptimo vê-lo assim, motivado. Excitado até. E ainda melhor estar aqui para o ver. Ainda que isto lhe esteja a ocupar tanto a cabeça que o torna um pouco mais distante que o habitual. 

Nontheless, estou aqui. Para o bom, para o mau, para as risadas e para lhe chamar gôdo, merdas e menino. :) E para me esforçar para dormir mesmo quando ele ressona. Scratch that. Mesmo quando ele ressona ALTO. 

E embora já tenha saudades dele - estou tão mellow yellow, ca nojooo!!! (Deve haver uma mulher possuída dentro de mim a gritar por ajuda) - gosto de poder recordar-me do reflexo dele no espelho triangular, quando estivemos juntos. 

Só por isso, mesmo não me sentindo bem fisicamente (ando a perder sangue e começo a ficar preocupada), já tudo parece um bocadinho melhor. 
Isso e o facto de estar feliz por finalmente ter encontrado um homem à medida do meu awesomness. E das minhas pernas fantásticas. :)


Nota de rodapé: o meu pai teve uma má noticia esta noite. No matter what, eu amo-o. E amá-lo-ei até ao fim dos seus dias. :) Daddy dearest! ❤

domingo, 6 de outubro de 2013

Alex, também conhecido como O Anjo

Andei à procura nos meus posts antigos sobre se alguma vez tinha feito referencia ao Alex. 

Há muitos anos atrás, passei por uma fase menos positiva da minha vida e andava demasiado em baixo. Numa noite em que me estava a aproximar demasiado do precipício, tive um sonho que me fez repensar um pouco a minha vida. 

No meu sonho, já era uma mulher adulta, com uma carreira lançada na area diplomática, apaixonada por um colega de trabalho que flirtava comigo e dava sinais de interesse - a relembrar um bocadinho a  história da Íris (Kate Winslet) e sua paixão pelo colega e patrão Jasper (Rufus Sewell) no The Holiday - até descobrir que ele namorava a secretária super modelo do Embaixador e a tinha pedido em casamento. Um bocadinho a relembrar os meus problemas na vida real, nessa noite, chego a casa e vou para o telhado do prédio para acabar com a minha miséria, pensando que ninguém sentiria a minha falta. (Muito melodramático, adequado ao meu estilo, na altura)

Com os pés já na berma do telhado, ouço uma melódica voz masculina atrás de mim. "Nenhuma razão justifica que desperdices a tua maravilhosa alma". Rodo o corpo com cuidado e vejo uma figura meia escondida na sombra que a estrutura da escadaria para o telhado faz. Ele aproxima-se, devagarinho. "Todos os dias passo por ti e és uma rapariga encantadora. Amorosa, com um sorriso contagiante e linda". Antes de processar que um esquezitoide cuja identidade desconheço, me acabou de dizer que me vê todos os dias - Como? Quando? - esboço um sorriso minimalista. 

Quem és? - pergunto, de voz trémula. 
"Sou o rapaz que trabalha no café Salimar, na esquina oposta ao edifício onde trabalhas. A minha irmã mora dois andares acima de ti. Vim fumar um cigarro cá acima. Chamo-me Alex."

A verdade é que nunca o tinha visto. Geralmente bebíamos café na embaixada, para poupar os trocos, ou em caso de fortuna amealhada e gula contornávamos o quarteirão e íamos ao Starbucks. 

"Vá, eu ajudo-te a descer." E quando ele se aproximou de mão estendida, a lua iluminou-lhe o rosto e o corpo e eu apercebi-me que tinha à minha frente um autêntico Deus Grego

Depois desta cena, o sonho parece que salta para outra na qual o meu colega de trabalho, no jantar de Natal se atira a mim. Tinha descoberto que a Super-modelo fantástica, afinal, andava a ver se subia da secretária, para a casa do embaixador. 
Alex, que entretanto se tornara no meu melhor amigo - apesar de eu estar apaixonadíssima por ele - faz uma cena de ciúmes, o que me deixa intrigada. Sigo-o até à rua. Pergunto-lhe que porra se passou dentro da festa. Diz-me que tem algo para me contar e puxa-me pela mão até casa. 
"Estou a fazer algo que não devo. Não posso. Mas não aguento mais!

Confusa, pergunto-lhe o que se passa, puxando a cara dele para fora das mãos, onde a tinha enterrado. 

"Estou apaixonado por ti. Não. Amo-te. Loucamente. Só te quero ter. Seres só minha. Quero sentir o teu corpo no meu, o calor da tua pele."
O meu coração parece que pára. Fico corada e tento não me desmanchar. Mas... Pergunto. 

"Mas sou um anjo. Fui enviado para tomar conta de ti. Sem intervir na tua vida. Mas naquela noite, não consegui evitar. Tinha de te salvar. Tinha de tentar tirar-te do poço sem fundo, onde estupidamente, te colocas quando pensas demais, quando vives demais e sobretudo, quando amas demais."

A esta altura não sei bem como reagir. Está bêbado. Só pode. Levanto-me para ir buscar um cobertor e deixá-lo dormir no sofá. Ao fazê-lo ele agarra-me a mão. "Não estou bêbado, não preciso de um cobertor e não quero dormir no sofá". 
Ele levanta-se também e beija-me. Sinto aquela sensação maravilhosa do estômago a levitar. E nessa noite fazemos amor. Muitas vezes. Mesmo amor. Suave. Doce. Gentil. 

Na manhã seguinte acordo. Procuro-o nos lençóis mas dele só sinto o cheiro. Olho para a minha mesa de cabeceira e vejo uma nota. 
"Querida E.,
Preciso de emendar o meu erro e pedir perdão e uma segunda hipótese. Quero poder fazer amor contigo todos os dias, mas preciso da benção de Deus para o fazer. Amo-te." Sorrio. Eu amo-o. 

Nisto toca o telemóvel. "Essi, não sabes o que se passou! O Al-al-Alex foi atropelado à porta do Salimar. Oh Essi. Ele está muito mal". 

Nisto acordo. Tento enquadrar-me. Não sei onde estou. Ah sim, em casa dos meus avós. Mas o sonho pareceu tão real. E ainda hoje parece que aconteceu. Impossivel, claro. Mas no coração parece que sim. 

Bem sei que foi só um sonho. Mas pareceu tão real. Por isso, de vez em quando penso se aquele não seria o meu anjo da guarda. Dizendo que ele anda por aí. E gosta muito de mim. 
Talvez não tenha um anjo, mas ajuda pensar que sim, quando as realidades da nossa vida são receitas perfeitas para um coração de pedra. 

Boa noite Alex. Toma conta de mim. 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Lonely Day e um mapa de amigos

O G. está de cama, enquanto eu estou na cama ainda a acordar mas cheia de saudades dele. É terrível. 

Não lhe vou por a vista em cima até sexta, o que totaliza uma semana sem o ver. Não é nada moralizante :(
Ainda assim, ontem senti-me um pouquinho melhor ao surpreende-lo com um género de kit de SOS. 
Combinei com o melhor amigo dele - que não conhecia - um drop off com um saco de goodies: pacotinhos de chá (mistura minha) de limão, gengibre, mel e cidreira, personalizados com etiquetas queridas; três filmes escolhidos a dedo (um romance de encher a alma - Cold Mountain; uma obra de arte - Toute une vie; uma reflexão sobre como funciona a sociedade - Die Welle); uma Pen USB para ele se lembrar de mim; halls e um cartão fofinho. 
Ele adorou. E eu fiquei admirada por ele aceitar o meu lado romântica-mete-nojo.

Pelo curto caminho a falar com o BFF dele, surgiu o tópico "quando é que vais lá à margem Sul conhecer os amigos dele". Respondi-lhe com pânico. E tenho pânico. 
É que eu gosto mesmo dele. E os amigos não irem à bola comigo, não obstante eu ser um amor de pessoa, não é simpático. Na verdade, nunca tive semelhante ordeal: os amigos do Tiago mal me conheciam - ele não queria misturas - e Vice-versa; os do Bernardo nunca conheci, já que não houve tempo para tal; os do João conheci alguns, mas estava-me nas tintas porque era Malta da jota que não tinha de agradar, and that's it. 

Quanto aos meus, é piece of cake. 
As meninas - Mary, Beatrix, Martta, Di - gostarão dele desde que ele me faça feliz. 
O J. e a I. deram-me a sua benção (e já o conhecem, adorando-o). 
O Will não gosta da ideia de eu estar com ninguém, o que percebo perfeitamente. Mas pelo menos acho que gosta desta escolha. 
Talvez o C. e a B. possam criticar mais, mas será mais por política que por outra coisa. 

E agora que olho para esta lista, apercebo-me que o meu núcleo de amigos é estupidamente pequeno. E que me sinto ligeiramente só.
Se calhar é de sentir o Will mais longe, coisa que não censuro nada - era altura de ele me ultrapassar. Até porque o amor que ele sente por mim, não é compatível com o tipo de amor que sinto por ele. :(
Mas só lhe desejo o melhor da vida. Não é fácil renovar um prédio com uma fachada bonita, mas compensa mais que deitar tudo a baixo. Eu sei que vais conseguir levantar-te e subir os degraus que precisas de subir. Posso estar sempre a criticar e a bater. Mas acredito mesmo em ti. :)

domingo, 22 de setembro de 2013

Warwick Avenue

Custou deixar o Thèo para trás. 
Não por uma questão de amor. É verdade que ainda o amo. Não como o amava. Não daquela maneira. Mas ainda o amo. Como um amigo. Como alguém que caminhou o mesmo caminho que eu. Que faz parte de mim. 

Dei por mim a escrever enquanto ouvia a Warwick Avenue da Duffy. Já tinha servido de banda sonora há uns anos, quando ele me partiu o coração e mudou para sempre aquela inocência que existia em mim. Que acreditava que o amor triunfa sempre. 

Custa-me sobretudo, porque mais do que amantes, éramos amigos. Porque sei que ele nao está bem, por mais que o finja. Porque tive de dizer adeus à família que sempre me acolheu. Aos espaços onde me sentia segura. Mas ele magoou-me. Muitas vezes. Ele próprio admitiu, que me fazia sofrer de propósito. E eu fui quebrando. Pouco a pouco fui desistindo. Fui-me largando. Libertando da loucura, da paixão ardente, do amor incondicional que sentia. 

Agora resta pó. Cresci. Abri portas à loucura outra vez. E redescobri aquela sensação maravilhosa das borboletas na barriga. Mas isso não me devolve a amargura de ter sido tão magoada pelo meu único Amo-te. Pelo homem com quem pensava ter filhos e casar. Que segui fielmente mesmo quando quem me ama me via destruída pela forma como ele me desiludia. 

Sei bem que eventualmente vou amar outra vez. Mas nunca será com aquela ingenuidade, a beleza de um amor genuíno, sem preocupações, sem razão. Feito só de emoção. Feito só de amor. 

Dream a little dream

Cheiram a ti. 
Aquele cheiro inebriante que adoro.
A mistura do tabaco, com o perfume.
Com aquele destaque nítido.
O destaque do teu cheiro.
Natural. 
Da tua pele.

Que me lembra os teus lábios. 
A intensidade dos teus beijos.
Quando me puxas até ti. 
Quando me beijas os ombros. 

Quando me fazes sorrir com um sorriso. 
Aquele momento em que falamos mesmo em silêncio.
E o outro em que fico mais bela porque estou tão perto. 
Suspensa no tempo. 
A olhar para ti.
A estudar-te. 
A guardar na minha memória tudo o que te compõe. 

Essa composição tão difícil. 
Mas tão fascinante. 
Intensa. 
Bela. 

Não era suposto isto acontecer. 
Não era suposto entrares. 
Nem deixares-me à espera. 
De uma doce ou amarga conclusão. 
Não esperava que as tuas mãos me tocassem. 
Que deslizassem pela minha pele.
Arrepiada quando me tentas. 

Aquela tentação a que chamam desejo. 
Que no teu caso é mais do que o instantâneo. 
O prazer instantâneo do animal que somos. 
É mais que isso. 

É o céu azul ou cinzento. 
O não me importar. 
Porque o que me importa és tu. 
O teu sorriso. 
Tudo aquilo que te compõe. 
Tudo aquilo que gosto. 

E saber. 
Que não mudava nada em ti. 
Não por seres perfeito.
Por seres o melhor. 
Mas por seres assim mesmo.
Único. 


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Wish you were here*

A última noite foi sublime. 

Tinha-lhe pedido para me surpreender. E podem pensar que a ideia não tem piada nenhuma, mas para mim - uma mulher um pouco out of the ordinary - ir ver um jogo de futebol com ele, foi qualquer coisa. 

Não foi só o facto de ser o meu primeiro jogo de futebol, que verdadeiramente compreendi; a minha primeira vez na Luz; foi o facto de a companhia ser tão boa (vamos não exagerar, razoável vá ;) e de ter descoberto mais alguns pormenores da infância dele, que o fizeram assim e que lhe deram O sorriso expressivo que ele tem. 

Ao chegar a casa, apercebi-me que, ainda bem que ele não me conheceu no passado. Era tão forçada, tão insegura, tão sombria, que nem parecia eu. Ainda bem que ele me conheceu depois de ter decidido agarrar a vida. Adoro sorrir, brincar, mordiscar os lábios, conversar, ser uma boa companhia, que até há uns tempos não era (ou era mas contendo o meu lado mau). 

Acordei de um sonho em que ele estava aqui, ao meu lado. A manter-me quentinha, a dar beijinhos na testa. E estou com medo desta minha intensidade que coloca parte do meu coração em tudo. Medo que ele se canse. Que a razão pela qual ele mal me toca à parte dos beijos, seja derivada por não se sentir atraído assim por mim. 
E não é pelo sexo, falta dele, porque isso controlo bem - apesar das minhas saídas parecerem que não - é porque não estou habituada. E isso é bom. E mau. 

Bom tendo em conta que pela primeira vez na minha vida não me sinto usada pelo corpo, por ser mulher ou para sexo. É revigorante, muito mais interessante e dá possibilidade de conhecer a outra pessoa melhor. 
Mas e se não gostar a esse ponto? E se chegar aquela altura e estiver tão nervosa que não consigo mostrar o meu lado apaixonado e o de perfeccionista no que toca a dar prazer? 

Se calhar é altura de parar um bocadinho de pensar. Esta cena de ser uma over-thinker ainda dará cabo de mim. :)

*Era essa ou a Shine on You Crazy Diamond - que acho que é a minha preferida - tendo achado a opção final melhor

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Só porque não sou assim TÃO narcisista

Mudei as fotos de fundo das minhas maçãs! :)
E juntei o útil ao agradável para inspirar-me ao mesmo tempo que vejo sítios que gosto e me deixam feliz! 




domingo, 15 de setembro de 2013

O imperador do mal

Foi precisamente há dez dias que lhe enviei a mensagem no Facebook. Não nos conhecíamos mas eu já tinha ouvido falar imenso dele. Só coisas terríveis claro. 

Não sei bem como, mas começámos a trocar palavras, experiências. 
Na segunda-feira fomos jantar e apesar de o achar desprezível nos primeiros trinta minutos, após uma crítica destrutiva do meu outro blog, achei-o uma lufada de ar fresco. 
Nessa noite acordei com a ideia que ele estava ao meu lado na cama. Assustei-me. 

As coisas desde o Thèo não tinham corrido bem e certamente que um homem deste género jamais se sentiria atraído por uma mulher como eu. 

Na quinta-feira almoçámos e a distância subitamente pareceu mais pequena. Soube a pouco. 

Decidi convidá-lo para jantar no meu apartamento na sexta. Esperava um não. Mas ele veio. E comeu. E bebeu. E fumou. E falámos até às quatro da manhã. E eu ri-me como uma parva. E disse coisas parvas. E ficámos silenciosos. E rimo-nos só com o silêncio. Foi perfeito.

Tentei não parecer fácil. Não lhe toquei muito. E ele não correspondeu. Pensei "OK, ele quer ser só meu amigo. E vamos ser bons amigos. - Porra! Como é que consigo ser amiga dele sem me babar um bocadinho?!". E houve um momento em que ele me beijou. Uma e outra vez. Primeiro lentamente, depois com intensidade. Pelo meio deu-me alguns beijos na testa, fez-me festinhas. Não apressou nada. Só cuidou de mim. Respeitou-me. 

Pelas 6 deitámo-nos na cama e dormitámos um bocado. Sempre agarrados. Virados para um lado ou para o outro nunca nos largámos. 

Foi perfeito. 
Ele tem um ego enorme, um sorriso perfeito, uma barba gira mas que parece lixa, uma honestidade irritante e não é nada perfeito. Mas eu não mudaria nada nele. É único. 

Agora só falta saber se nos damos bem nos lençóis. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Sabedoria de 18 anos

"E - será que perdi o meu mojo?
M - correu assim tão mal?
E - nem por isso. Fui divertida, mázinha, com piada e não o aborreci (espero). 
M - vês? A espalhar brilho.
E - pois. Mas ele não é fácil. É fora do comum e eu sou uma chata!
M - primeiro tens de ter confiança na pessoa maravilhosa que és. És linda, inteligente e tens um bom íntimo (o que é raro). Consegues o que queres se acreditares em ti."

Querer é poder. :)

domingo, 18 de agosto de 2013

Fodasse

Este post não poderia ter outro título.
Sim, é que eu não percebo o que fiz de tão mal numa vida passada para os homens terem de me escapar pelos dedos. 
Isto porque há umas noites conheci um rapaz giríssimo e alto (não são muitos os homens que me batem em altura) que até gostou de mim. Mas azar dos azares...foi hoje para Singapura. 

Fantástico. 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Thèo





Sabes, apetecia-me dançar um slow contigo.
Sim, eu sei que não és o maior fã de dançar. Mas não custava nada. Era só agarrares a minha cintura and go with the flow.

Já te disse mil vezes que tens um sorriso expressivo. Estonteante. Lindo. As rugas que fazes quando sorris são deliciosas. E os teus olhos? Estás sempre a escondê-los, nem sei bem porquê.

Estou sentada na sala. Lembras-te do que fizemos aqui? Sim? Fecha os olhos e lembra-te dessas doces memórias. E lembra-te também de rodopiarmos na areia. De pouparmos água com duches partilhados. Lembra-te disso tudo.

Disseste-me algumas vezes que és bipolar. Não somos todos? Uns mais, outros menos. Chama-se a isso sentir. É isso que nos faz sentir vivos. Que nos faz amar, querer, saborear, chorar, sofrer, sorrir, gritar (que amamos alguém, p.ex.)...etc.
É Natal. E no Natal dizem-se as verdades. Partilha-se o que vai no coração. Partilham-se sorrisos. Eu, gostaria de partilhar contigo que TE AMO. Que no momento em que te escolhi, fi-lo para sempre. Com os teus defeitos e virtudes. E que estarei aqui até me largares a mão.
Portanto cuida de mim, que eu cuidarei de ti. Porque te quero. Porque te amo. Porque me amas também.

Dica: tenta perceber porque te chamo Thèo. Tudo no mundo tem um significado. Tu também tens para mim.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Every Teardrop Is A Waterfall




Apesar do jingle amororso da música dos Coldplay, não há nada de amoroso nos meus últimos dias.
Bem, à excepção da vitória do nosso querido líder, do futuro perdido que Portugal acabou de encontrar, não tenho estado muito bem.

Passo a vida numa busca. Numa quest, para ser mais específica.
É inerente à minha personalidade procurar uma cara metade. Loucura. Estupidez. Parvoíce. Sei lá. Romantismo talvez. Não que esteja péssima sozinha. Mas estou melhor acompanhada.

O Thèo tem-me relembrado que está por aqui, ao meu lado, ainda que não como namorado. Eu sei que ele me quer de novo. Que sente a minha falta. Que me ama.
Mas por vezes, isso não é suficiente. Ou será?
Tantos casais que conheço, não têm o que nós temos. Aliás, eu e o Thèo fomos um grande casal entre nós, naquilo que é parte essencial dum namoro. Mas estávamos, e estamos, nitidamente em patamares diferentes. Visões diferentes da vida, ambições distintas, sonhos diversos. Enfim, somos diferentes demais para o futuro. E eu quero alguém para o futuro.

Sexta-passada o Llermo tentou beijar-me. Fiquei destroçada. Sempre achei que o nós enquanto amizade estivesse primeiro que o ele, indivíduo. Para mim sempre esteve. Daí ter alimentado o que o levou à tentativa. As mãos dadas, os mimos. Mas para mim era só a cumplicidade que eu via como amigos muito especiais. Amigos que existiam um para o outro de tal forma que o carnal não os destruiria. Parece que estava profundamente errada.
Ainda não sei bem como lidar com ele. A confiança, o respeito que julgava haver entre nós evaporou. Esperemos que volte.

Para além deste bump gigante in the road, outras desilusões se seguiram.
O JP que promissor como sempre foi, desapareceu do mapa. O C. que fez justiça ao ditado longe da vista, longe do coração. Se calhar até mereci esta.
No fundo, sou do mesmo pólo que os homens que me interessam. Conclusão: os pólos iguais afastam-se.
Conseguirei um dia ter uma cara-metade que eu queira, ou terei simplesmente de me contentar com o que tenho?

P.S.(D.)- Lembrei-me de algo novo. Recordam-se que andava a sonhar com velhos amigos (hoje até sonhei com alguém perfeitamente inesperado!), que tinha saudades do Ramos? Pois é, voltei a aborda-lo. Relembrei-o do postal que em tempos me enviara de Firenze e do livro que me dera com carinho em tempos.
Estou desertinha de o reencontrar num café. Mas será que voltaremos alguma vez à cumplicidade do passado?
Não percam o próximo episódio! =]

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Quando o Douro sussura





Sei bem de onde veio o sonho. O desfecho feliz, descontraído, tipo conto de fadas ao meu puro estilo.

Conhecia-o há já algum tempo. As poucas conversas tinham deixado sempre um grande hiato entre nós. O tempo ia passando, as palavras não desabrochavam e o número de telemóvel dele estava entrelaçado no meio de todos os outros. Sem destaque, sem interesse. Um dia lembrei-me de o provocar de novo. Tal como havia feito antes. Na altura mantive uma certa distância tendo em conta que estamos separados por rios e muitos quilómetros de terra. Demasiada terra.

Palavra a palavra, confissão a confissão, descobrimos lentamente que somos muito semelhantes. As conversas faziam-me sentir num prado, com um lago no fim, para o qual olhava e onde via o meu reflexo na água cristalina. Queria ser mais específica, contar o que nos confessámos, aquilo sobre o qual nos rimos, mas foi tão rápido, tão pouco mas ao mesmo tempo tanto, tanta intensidade.

O problema logístico era simples: ele lá, eu cá. A voz longínqua dele ao telefone preenchia-me um pouco mas não era suficiente. Grave com aquela pronúncia reconfortante sobre a qual eu troçava de modo a rirmo-nos um pouco. Um dia decidi que era hora de olhá-lo nos olhos. Conversar frente a frente, com o rio aos nossos pés e as pontes tão belas a servir de fundo ao fascínio que ele me criava.

Aproveitando um evento que supunha termos em comum, peguei no carro e conduzi. Horas e horas. A música como companhia, como um tambor numa marcha, a incentivar a expectativa. Senti-me livre, louca, aventurosa. Senti-me eu mesma.

Chegada ao amplo salão, com o Douro a sussurrar-me saudades, procurei-o. Percorri todas as faces naquela sala. Perguntei subtilmente por ele. Não estava lá.

Desiludida resignei-me. Estava convicta que ele estaria lá. A aguardar-me. A aguardar pelas promessas que tínhamos feito um ao outro. Ansioso, como eu, por poder debater filosofia, a vida, o mundo, a política e nós. Queria que ele me lapidasse. Que desse o brilho que ultimamente estava tão desvanecido em mim.

Antes de partir, de voltar a casa perguntei-lhe porque não o vira. Desfez-se em desculpas. Mas as desculpas servem para quem sente com a cabeça e não para quem tem coração.

Nessa noite senti arrependimento. Arrependi-me de ser ingénua. De permitir tal afeição. Voltei com um sabor amargo de derrota. Como se estivera em guerra com o destino e ele ficara a rir-se do meu falhanço em controlar a vida. Em tomar a pulso a alegria e a felicidade.

Abri a porta e senti um roçar na minha face. Assumi que fosse da chuva, dos pingos que apanhara entre o carro e a porta de ferro pesada, ainda mais pesada devido ao peso no meu coração, que me separava de casa. Mas o roçar não parou e facilmente percebi que a fonte que humedecera o meu rosto era, nem mais, nem menos, que os meus olhos.

No dia seguinte tentei ignorar que tudo aquilo se houvera passado. Fui muito mal sucedida, diga-se de passagem. Mas pelo menos tentei. Mais um dia monótono. Um colega bastante homossexual e daí atrevido e directo disse-me que tinha cara de quem acabara de levar com um par deles. Fingi um riso e desmenti-o. Estava bem. A chuva é que me irritava.

Ao chegar a casa do trabalho, senti uma enorme necessidade de escapar. Queria fugir da monotonia e ir para o único sítio onde me sinto completa. Completa por me sentir um pássaro. Por ter a cidade que tanto amo aos meus pés. A cidade que deixei para estupidamente enamorar a sua rival, como se fosse novamente uma adolescente parva com um fraquinho por corresponder. Mas mais: por conseguir imaginar-me a saltar do muro para o ar, voando pela cidade, livre, mesmo que no fim me custasse a vida.

Ao chegar sentei-me. Uma cerveja pela frente só para não ter a mesa vazia. Na verdade, nunca fora muito fã de cerveja. Só a bebia com amigos ou para distracção social.

Tinha frio. Estava um sopro que me congelava. Nas palavras dos Clã, quem sabe se não seria o próprio sopro do meu coração.

O telemóvel começou a vibrar sobre a mesa verde de metal. Era ele. Deveria atender ou não? Ignorei-o. Achei que ele parasse por aí.

Ele tentou de novo. Atendi, fazendo de conta que estava bem. Que ele não me afectara de todo. Perguntou por mim. Perguntou se estava em casa. Confessei que estava no meu estado de Graça, com Lisboa aos meus pés. Voltou a pedir desculpa, ele. Fingi aceitar. Fingi-me normal e ele acreditou.

Subitamente, por trás, ouvi os sinos da igreja a repicar. O que me estranhou, foi consegui-los ouvir no fundo da voz dele também.

Virei-me. Ali estava ele. Incrédula perguntei como. Tínhamos amigos em comum. Alguém lhe dissera que estava ali. Tremi de nervosismo. Ele assumiu que fosse de frio e abraçou-me inesperadamente.

Não estava à espera, de todo. Queria conversar com ele. Ser má, dura, difícil e fria. Mostrar-me independente do que ia na mente dele e no seu coração. Show-off, naturalmente.

Perguntei-lhe onde ficaria. Silenciou-me com um dedo sobre os lábios. Puxou-me a mão. Queria perder-se comigo, na cidade. Há duas horas que me procurava. Pedira direcções para chegar até à igreja, até mim. Agora só se queria perder de novo. Mas comigo na sua mão.

Expliquei-lhe que não me conseguia perder na minha cidade mãe. Ele sorriu. Pediu para eu tentar. Analisou o meu descontentamento e beijou-me. Simplesmente beijou-me. Os lábios dele com os meus. Juntos. E eu não o afastei, muito pelo contrário.

Quando nos separámos, ele respondeu-me muito simplesmente: se não te perdes comigo, pelo menos perde-te por mim.

Nesse momento acordei. Liguei a luz. Procurei algum sinal que tudo isto fora verdade. Que ele estava comigo. Que finalmente a distância se tornara em algo relativo. Que o que interessava agora éramos nós. Sentados num banco, ao vento, agarrados um ao outro. Nada o era, como é claro. Foi só um sonho, tolo, de conto de fadas. Mas quem me dera que os sonhos se realizassem...

domingo, 1 de maio de 2011

Ampulheta

Amizades que possivelmente chegam ao fim.
Eu e o Will tecnicamente separámo-nos. A expressão separar pode ser facilmente associada a uma relação (amorosa, entenda-se). De facto o que nós tínhamos era algo assim, mas sem a relação física e com a excepção que na minha mente isso jamais se enquadraria. Foi, quiçá, o vício de tudo: criarmos uma situação que nunca poderia funcionar.
Ao mesmo tempo que sinto uma libertação, um peso a ser tirado de cima, por saber que os dramas, as discussões e a instabilidade acabaram, para mim e para ele, não deixo de sentir pena.
De pensar como será não lhe poder contar os meus problemas e senti-lo desapoiado, sem ninguém que o ajude.
Talvez seja algo que passe com o tempo. Talvez daqui a uns dias já custe menos ou então voltemos ao mesmo ciclo vicioso que faz com que a nossa vida não seja monótona ou solitária.
Só o tempo o dirá.

Pelo caminho tenho um impasse: decidir-me se escolho o passado ou o presente e ao escolher o presente, se escolho solidão, ilusão ou desilusão.

E entretanto deixo uma dúvida sobre se ainda consigo fazer magia, ou há quem simplesmente não fique encantado o suficiente.

Mais uma vez, só o tempo o dirá. Over and out!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Life can be beautiful



A vida prega-nos surpresas por vezes.
Conheci most recently alguém que é em muito, semelhante a mim. Só que com mais parafusos =)
Fascina-me imenso falar com alguém que de certo modo completa o meu pensamento.
Lembram-se do pedido em que rogava por alguém que conseguisse analisar Tolstoi ou Maquiavel (até me esqueci de Dostoiévski)? Encontrei-o. E é bonito de mil e uma formas.

E é nestes dias que a vida é tremendamente bela. Quando alguém consegue conciliar um sorriso bonito, com uma personalidade fascinante, um intelecto marcante e que me acha, estranhamente, cativante.
You only live once!

terça-feira, 22 de março de 2011

Isn't it ironic?

That the person he loves, he never rescues, and the ones he says are not important, are the ones who deprive him from his sleep and who can always count on him?

Isn't it also ironic, that the one who you call best friend still keeps secrets, when you whole life is a crystal window that he can see through?

I hate irony. Specialy when it hurts.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Preces pelo Império do Sol


By Martine Fa

Desde muito muito pequena que sempre tive este fascínio. Esta paixão tão pouco secreta por um povo, cultura e país onde sempre quis viver.
Nos nossos dias, depois de arrebatado pela natureza, o Japão tenta sobreviver.
Embora o sol nasça de novo, vale a pena deixarmos algumas preces às divindades, para que o sol nasça com a grandiosidade e beleza de antes e para que as sakura possam florir face aos olhos nacionais e internacionais.

Deixo-vos também uma sugestão: visitem o projecto Tsunami e as suas magníficas ilustrações aqui.