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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Fresh!

Como já tinha feito referência antes, tive um date ontem à noite. :)
O Llermo é amigo de amigos, que eu conhecera em 2009 e que os desígnios da vida tinham levado a que nos cruzássemos anos mais tarde, no jantar de um amigo, mais precisamente há uma semana atrás. 
Como é obvio, quando fiquei à conversa com ele e ele me trouxe a casa, não fazia qualquer intenção de o seduzir ou whatsoever. Afinal de contas, eu só conseguia ver o G. à minha frente. Estava, estou ainda, apaixonada. 

Mas tendo em conta que levei com os pés, tive de repensar no caso e achei que seria, no mínimo, divertido ir beber um copo com o Llermo. 
E foi. Muito divertido. (Tirando o desafio de não lhe chamar Gonçalo.)

Tudo começou com uma preparação cuidadosa da toilette. Duas saias novas, uma delas, sexy as hell, um vestido, umas jeans super skinny (estou quase a chegar aos 60 ;), uns sapatos vermelhos e batom vermelho. 

Acabei por me resumir a uma saia preta com uma racha je-ne-sais-quoi, uma tshirt com tule às ripas, um casaco curto e os meus eternos sapatos de princesa. Devo dizer que, modéstia à parte, estava fantástica. Mesmo. 

Ele estava à minha espera à porta, às 21:33. Três minutos de ajuste, nada mau. 
Depois de umas voltas pela cidade, decidimos ir ao Cinco, um dos meus sítios preferidos em Lisboa. 

Passámos horas a conversar. As histórias dele - impressionantes, para além de interessantes, visto que ele é, sem dúvida, um lucky bastard - e as minhas. E pelo meio, uma química impressionante. Que sinceramente, não esperava. 

Pela uma, estávamos à porta de minha casa. (Pelas duas e meia, eu estava na minha cama :) Subitamente ele calou-se, inclinou-se e beijou-me. (Coisa com a qual nao contava!) E tentou-me. Como há algum tempo não era tentada - porque o G. era intenso mas relativamente contido. 

E foi estranho. Bom, mas estranho. Porque o meu coração não sabe se quer andar para a frente ou não. Porque ainda acredito. Eu sei. Sou estúpida. Mas acredito. Acredito que o Gonçalo ainda me queira. E não posso estragar isto. O refresh da minha vida. Porque o Llermo é, personality wise, interest wise, um Homem melhor que o G. Melhor para mim. Melhor enquanto pessoa. 

E é normal!!! Sem issues! Milagre! :)

Bem, veremos o que o tempo me reserva. 
Nota fulcral - batom vermelho é super sexy. Mas é um inferno quando andamos aos beijinhos. E devemos sempre contar com a possibilidade de isso acontecer. 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Step, by, step

Passei o dia com amigas e almocei com o J.
Soube bem. Desanuviar a cabeça. Ter a Martinha a fazer-me rir com um veterano simpático dela. :)
Ouvir a Mariana a dizer-me que aquilo que tem de ser, tem muita força. Se calhar ela tem razão. 
Adorei o meu almoço com o J. Que me fez desanuviar mesmo a cabeça. Eu sempre adorei aquele sorriso. E dá-me pena que alguém que me faz sentir tão bem me tenha passado pelos dedos. Por vezes deixamos escapar oportunidades que nunca mais voltam. Será que ele era o meu "happy ending"? Não interessa. Too late. 

Mas ir ao Chiado custou. Custou sentar-me no spot e lembrar-me dos almoços. Passar pela loja, lembrar-me daquela gabardina que comprámos "juntos". Esperar por ele à porta dos armazéns. Apanharmos o metro até Sete Rios e vê-lo sair. 
Eu lembro-me, penosamente, disso tudo. Mesmo quando não quero. E não quero. Interrogo-me se ele se lembra das pequenas coisas que fizemos juntos naquele pequeno, pequenino, espaço de tempo. E fico triste. Porque ele não sente a minha falta. Como eu sinto a dele. Não se lembra, não lhe pesa, como a mim. Porque eu gosto de alguém, que na realidade não gosta de mim. 

Mas todos os dias, mesmo quando já não estou à espera, choro. E as lágrimas correm sozinhas, sem que eu pense nas coisas. E caem porque o coração assim o sente. 
Não é uma questão de ego - pela primeira vez sei que sou fantástica e boa. Boa pessoa, boa mulher, boa amante, boa companheira, boa amiga. E isto não sou eu a armar-me em boa. É um facto. Não sou perfeita, mas sou única e fantástica. 

Ele faz-me falta. As conversas, a partilha. Nós já estávamos num compromisso. O compromisso de fazermos parte da vida um do outro. E nisso perdi um amigo. Que nunca mais voltará. Porque essa intimidade - que não tinha a ver com sexo, com paixão, tinha sim com partilha, com compreensão -não vai voltar. Porque ele partiu. E ao contrário da ligação que tenho com a Mariana, que nos fez ainda mais fortes enquanto amigas, ninguém consegue recuperar uma amizade destas. Nem é uma relação amorosa. É uma amizade. Como a que eu tenho com o Will. Que sei que mesmo quando estou um dia sem falar com ele, no dia em que ele precisa de partilhar, ele confia em mim. 

A minha avó chamou-me implicitamente fácil. Doeu. Muito. Mas agora que penso nisso, fui incrivelmente estúpida. Dei tudo o que tinha. Fiz All In. Porque achei que ele era o "tal". Mas o "tal" não me deixaria. E agora, o meu coração está naquela bandeja de platina. A olhar e a chamar-me estúpida. 

Mas faz parte do processo heartbroken portanto é aguentar. (A que custo?)
E focar-me no date de quinta-feira, nem que seja para arejar a cabeça. :)

domingo, 13 de outubro de 2013

Facebook de férias, uma falsa fotografia e um bastardo

Vou pôr o meu Facebook a dormir por uns tempos. A Mariana acha ridículo, já que não preciso de me desligar do mundo só porque não consigo bloquear o G.
Na verdade, não o quero bloquear, mas também não quero ser tentada a ler o que ele escreve, a ver as fotos dele ou a ver aquelas frases fofinhas sobre amor, compromisso e o raio que parta. 
Porque sou forte e vou aguentar isto. Mas não deixa de custar. A esperança custa. 

Obrigada Will, Mary, Marta, Di e Tiago (sim, Tiago) por me animarem quando não estou bem. Por cuidarem sempre de mim. 

E ao fim de algum tempo, decidi renovar as fotos do Facebook. E apesar de estar triste, saiu uma foto perfeita nisto tudo. Embora seja um sorriso triste, está bonito. Assim, também dou, pela primeira vez, uma face à Jeanne. 

              

Por fim, lembrei-me de uma boa frase para deixar no ar: The worst men, are the bastards who can't even admit to themselves, they are, in truth, bastards. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Um mais ou menos bom dia

Ele está concentrado no trabalho e nas politiquices. E é óptimo vê-lo assim, motivado. Excitado até. E ainda melhor estar aqui para o ver. Ainda que isto lhe esteja a ocupar tanto a cabeça que o torna um pouco mais distante que o habitual. 

Nontheless, estou aqui. Para o bom, para o mau, para as risadas e para lhe chamar gôdo, merdas e menino. :) E para me esforçar para dormir mesmo quando ele ressona. Scratch that. Mesmo quando ele ressona ALTO. 

E embora já tenha saudades dele - estou tão mellow yellow, ca nojooo!!! (Deve haver uma mulher possuída dentro de mim a gritar por ajuda) - gosto de poder recordar-me do reflexo dele no espelho triangular, quando estivemos juntos. 

Só por isso, mesmo não me sentindo bem fisicamente (ando a perder sangue e começo a ficar preocupada), já tudo parece um bocadinho melhor. 
Isso e o facto de estar feliz por finalmente ter encontrado um homem à medida do meu awesomness. E das minhas pernas fantásticas. :)


Nota de rodapé: o meu pai teve uma má noticia esta noite. No matter what, eu amo-o. E amá-lo-ei até ao fim dos seus dias. :) Daddy dearest! ❤

domingo, 6 de outubro de 2013

Tudo vai ter ao medo

I fell asleep on a late night train
I missed my stop and I went round again
Why would I wanna see you now?
To fix it up, make it up somehow

Baby I'll try again, try again
Baby I die every night, every time

What I was isn't what I am
I'd change back but I don't know if I can

Still I'll try, try again, try again
Baby I die every night, every time

But I was made the way I am
I'm not a stone; I'm just a man
Lay down your arms and I will lay down mine
Rip back the time that we've been wasting

God I wish you could see me now
You'd pick me up and you'd sort me out

Baby I'll try again, try again
Baby I die every night, every time

sábado, 5 de outubro de 2013

Uma sexta-feira extraordinária

Depois de uma semana a bater com a cabeça nas paredes, acordámos passarmos a noite juntos. 
Estava com algum receio que a distancia temporal e espacial pudesse ter afectado a vontade que tinha de estar com ele e Vice-versa. Mas quando nos cruzámos, ambos a subir as escadas a caminho do ponto de encontro, todo esse medo dissipou. 

A noite foi fabulosa. Não esperava que fosse tão boa. Sentir o que senti. E não tentei ser perfeita. Não dei o meu melhor. E tenho alguma preocupação de eu ter sido uma merda. 

Pelas horas, adormecemos, eu tritirei de frio, descobri algumas coisas sobre ele e falámos. Ou ele falou e eu tentei ouvir. 

E finalmente descobri uma coisa que não gosto nele. O momento em que ele fala de algo apaixonante mas que mexe tanto com ele, que se fecha noutro mundo. Um mundo em que deixa de estar comigo. E passa a estar noutro lado qualquer. É lindo. Mas igualmente solitário. 

Compensa sempre ouvi-lo a criticar-me. A referir como posso ser melhor. E dói, mas ajuda. Ajuda saber que alguém acredita em nós e preocupa-se ao ponto de dar a mão para que eu seja melhor e faça melhor. 

Gosto muito dele. E espero que ele ainda goste muito de mim. (Será que ainda o encanto?)

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Confesso

Sim. Perdi-me no momento em que te vi pela primeira vez. Sou doida. Mas tenho instintos. E há coisas que sei. 
Não tinha grandes esperanças. Percebi logo que eras fora do normal. (Felizmente) Mas fiz o meu melhor para que percebesses quem sou, como sou. A verdadeira. E foi a melhor opção que podia ter tomado. 

Estou apaixonadíssima por ti. La la la elevado ao cubo. E sou tua. 

Conto as horas para que chegue sexta-feira. Na esperança que estejas melhor. Que te possa finalmente ver. O teu sorriso. Beijar-te e mordiscar o teu lábio. Que me puxes até ti. Me agarres e me faças levitar. 

Quero sentir-te. Quero que me sintas. Adormecer ao teu lado, nos teus braços. Sentir os teus beijos na minha testa. O teu cheiro nas minhas narinas. Quero tudo isso. E o tempo passa lentamente. Custa tanto!

Sinto a tua falta. Mesmo. Gosto mesmo mesmo de ti. E sei que é mutuo. 
Obrigada por fazeres os meus dias muito mais felizes. Mesmo longe. :) 

Lonely Day e um mapa de amigos

O G. está de cama, enquanto eu estou na cama ainda a acordar mas cheia de saudades dele. É terrível. 

Não lhe vou por a vista em cima até sexta, o que totaliza uma semana sem o ver. Não é nada moralizante :(
Ainda assim, ontem senti-me um pouquinho melhor ao surpreende-lo com um género de kit de SOS. 
Combinei com o melhor amigo dele - que não conhecia - um drop off com um saco de goodies: pacotinhos de chá (mistura minha) de limão, gengibre, mel e cidreira, personalizados com etiquetas queridas; três filmes escolhidos a dedo (um romance de encher a alma - Cold Mountain; uma obra de arte - Toute une vie; uma reflexão sobre como funciona a sociedade - Die Welle); uma Pen USB para ele se lembrar de mim; halls e um cartão fofinho. 
Ele adorou. E eu fiquei admirada por ele aceitar o meu lado romântica-mete-nojo.

Pelo curto caminho a falar com o BFF dele, surgiu o tópico "quando é que vais lá à margem Sul conhecer os amigos dele". Respondi-lhe com pânico. E tenho pânico. 
É que eu gosto mesmo dele. E os amigos não irem à bola comigo, não obstante eu ser um amor de pessoa, não é simpático. Na verdade, nunca tive semelhante ordeal: os amigos do Tiago mal me conheciam - ele não queria misturas - e Vice-versa; os do Bernardo nunca conheci, já que não houve tempo para tal; os do João conheci alguns, mas estava-me nas tintas porque era Malta da jota que não tinha de agradar, and that's it. 

Quanto aos meus, é piece of cake. 
As meninas - Mary, Beatrix, Martta, Di - gostarão dele desde que ele me faça feliz. 
O J. e a I. deram-me a sua benção (e já o conhecem, adorando-o). 
O Will não gosta da ideia de eu estar com ninguém, o que percebo perfeitamente. Mas pelo menos acho que gosta desta escolha. 
Talvez o C. e a B. possam criticar mais, mas será mais por política que por outra coisa. 

E agora que olho para esta lista, apercebo-me que o meu núcleo de amigos é estupidamente pequeno. E que me sinto ligeiramente só.
Se calhar é de sentir o Will mais longe, coisa que não censuro nada - era altura de ele me ultrapassar. Até porque o amor que ele sente por mim, não é compatível com o tipo de amor que sinto por ele. :(
Mas só lhe desejo o melhor da vida. Não é fácil renovar um prédio com uma fachada bonita, mas compensa mais que deitar tudo a baixo. Eu sei que vais conseguir levantar-te e subir os degraus que precisas de subir. Posso estar sempre a criticar e a bater. Mas acredito mesmo em ti. :)

domingo, 29 de setembro de 2013

Bagagem

Ouvi há pouco um par de músicas dos Pink Floyd. Pus-me a cantar as melodias. E as lágrimas rolaram. 

Eu sei que estou numa altura mais emocional do mês e apesar de estar feliz, como há demasiado tempo não estava, subitamente fiquei com medo. 

Não sou eu que me vou cansar dele. É ele que se vai desligar de mim. Da minha bagagem. Dos demónios que tenho. Das feridas que ainda não sararam. E das cicatrizes que se notam. 

Gosto que ele se preocupe, mas tenho medo. Céus, eu tenho tanto medo. Medo que esta felicidade tenha de acabar. 

Vou dormir. Talvez isto amanhã passe com a chuva. 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

OVERTHINKER

Ontem tive um dia particularmente difícil. A vida académica não me correu como deveria, por culpa minha. Assumi os meus erros, a minha responsabilidade, garanti fazer melhor. E reuni um conjunto de forças que não sabia que tinha. No meio da escuridão do túnel, acendeu-se uma luzinha. 

Primeiro pela mão do Will, que foi dar-me bons conselhos, depois pela minha avó, que revelou uma faceta que nem sempre vejo. 

Igualmente bem foi ter o G. a perguntar-me onde podia encontrar-me. Vir ter comigo. Esperar por mim. Dar-me a mão. Foi fantástico porque era exactamente o que precisava. 

Como cereja no topo do bolo, a melhorar um dia mau, fomos beber um copo e momentos depois, um casal amigo apareceu de surpresa. Foi divertido e adorei vê-los a trocar histórias. 

Ao fim de um par de horas, o metro estava próximo de fechar portanto despedimo-nos dos nossos amigos e fizemos o nosso percurso até ao metro. Pelo caminho andámos de mão dada, demos aqueles beijos intensos que dão cabo de mim e na viagem sussurrámos tudo aquilo que poderíamos estar a fazer um ao outro. 

A noite foi óptima mas hoje acordei com um pensamento assustador: e se depois de algum sexo, não houver nada de novo? E se ele não se apaixonar? Será que sábado passado marcou o principio do fim? 
É que eu não quero que isto acabe. É divertido, apaixonante, desafiante, puxa pela minha criatividade e pela força da natureza que vive em mim. Mas será que eu chego para ele?

E sim, já sei que estou a pensar demais. Overthinker, como sempre. Mas desta vez tenho uma boa razão: ele gosta de mim. E eu gosto mesmo dele. 

Estarei eu a hiperventilar? Sem dúvida. Vai resultar? Espero que sim, mas a verdade só o tempo dirá. 

domingo, 22 de setembro de 2013

Dream a little dream

Cheiram a ti. 
Aquele cheiro inebriante que adoro.
A mistura do tabaco, com o perfume.
Com aquele destaque nítido.
O destaque do teu cheiro.
Natural. 
Da tua pele.

Que me lembra os teus lábios. 
A intensidade dos teus beijos.
Quando me puxas até ti. 
Quando me beijas os ombros. 

Quando me fazes sorrir com um sorriso. 
Aquele momento em que falamos mesmo em silêncio.
E o outro em que fico mais bela porque estou tão perto. 
Suspensa no tempo. 
A olhar para ti.
A estudar-te. 
A guardar na minha memória tudo o que te compõe. 

Essa composição tão difícil. 
Mas tão fascinante. 
Intensa. 
Bela. 

Não era suposto isto acontecer. 
Não era suposto entrares. 
Nem deixares-me à espera. 
De uma doce ou amarga conclusão. 
Não esperava que as tuas mãos me tocassem. 
Que deslizassem pela minha pele.
Arrepiada quando me tentas. 

Aquela tentação a que chamam desejo. 
Que no teu caso é mais do que o instantâneo. 
O prazer instantâneo do animal que somos. 
É mais que isso. 

É o céu azul ou cinzento. 
O não me importar. 
Porque o que me importa és tu. 
O teu sorriso. 
Tudo aquilo que te compõe. 
Tudo aquilo que gosto. 

E saber. 
Que não mudava nada em ti. 
Não por seres perfeito.
Por seres o melhor. 
Mas por seres assim mesmo.
Único. 


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Wish you were here*

A última noite foi sublime. 

Tinha-lhe pedido para me surpreender. E podem pensar que a ideia não tem piada nenhuma, mas para mim - uma mulher um pouco out of the ordinary - ir ver um jogo de futebol com ele, foi qualquer coisa. 

Não foi só o facto de ser o meu primeiro jogo de futebol, que verdadeiramente compreendi; a minha primeira vez na Luz; foi o facto de a companhia ser tão boa (vamos não exagerar, razoável vá ;) e de ter descoberto mais alguns pormenores da infância dele, que o fizeram assim e que lhe deram O sorriso expressivo que ele tem. 

Ao chegar a casa, apercebi-me que, ainda bem que ele não me conheceu no passado. Era tão forçada, tão insegura, tão sombria, que nem parecia eu. Ainda bem que ele me conheceu depois de ter decidido agarrar a vida. Adoro sorrir, brincar, mordiscar os lábios, conversar, ser uma boa companhia, que até há uns tempos não era (ou era mas contendo o meu lado mau). 

Acordei de um sonho em que ele estava aqui, ao meu lado. A manter-me quentinha, a dar beijinhos na testa. E estou com medo desta minha intensidade que coloca parte do meu coração em tudo. Medo que ele se canse. Que a razão pela qual ele mal me toca à parte dos beijos, seja derivada por não se sentir atraído assim por mim. 
E não é pelo sexo, falta dele, porque isso controlo bem - apesar das minhas saídas parecerem que não - é porque não estou habituada. E isso é bom. E mau. 

Bom tendo em conta que pela primeira vez na minha vida não me sinto usada pelo corpo, por ser mulher ou para sexo. É revigorante, muito mais interessante e dá possibilidade de conhecer a outra pessoa melhor. 
Mas e se não gostar a esse ponto? E se chegar aquela altura e estiver tão nervosa que não consigo mostrar o meu lado apaixonado e o de perfeccionista no que toca a dar prazer? 

Se calhar é altura de parar um bocadinho de pensar. Esta cena de ser uma over-thinker ainda dará cabo de mim. :)

*Era essa ou a Shine on You Crazy Diamond - que acho que é a minha preferida - tendo achado a opção final melhor

domingo, 15 de setembro de 2013

O imperador do mal

Foi precisamente há dez dias que lhe enviei a mensagem no Facebook. Não nos conhecíamos mas eu já tinha ouvido falar imenso dele. Só coisas terríveis claro. 

Não sei bem como, mas começámos a trocar palavras, experiências. 
Na segunda-feira fomos jantar e apesar de o achar desprezível nos primeiros trinta minutos, após uma crítica destrutiva do meu outro blog, achei-o uma lufada de ar fresco. 
Nessa noite acordei com a ideia que ele estava ao meu lado na cama. Assustei-me. 

As coisas desde o Thèo não tinham corrido bem e certamente que um homem deste género jamais se sentiria atraído por uma mulher como eu. 

Na quinta-feira almoçámos e a distância subitamente pareceu mais pequena. Soube a pouco. 

Decidi convidá-lo para jantar no meu apartamento na sexta. Esperava um não. Mas ele veio. E comeu. E bebeu. E fumou. E falámos até às quatro da manhã. E eu ri-me como uma parva. E disse coisas parvas. E ficámos silenciosos. E rimo-nos só com o silêncio. Foi perfeito.

Tentei não parecer fácil. Não lhe toquei muito. E ele não correspondeu. Pensei "OK, ele quer ser só meu amigo. E vamos ser bons amigos. - Porra! Como é que consigo ser amiga dele sem me babar um bocadinho?!". E houve um momento em que ele me beijou. Uma e outra vez. Primeiro lentamente, depois com intensidade. Pelo meio deu-me alguns beijos na testa, fez-me festinhas. Não apressou nada. Só cuidou de mim. Respeitou-me. 

Pelas 6 deitámo-nos na cama e dormitámos um bocado. Sempre agarrados. Virados para um lado ou para o outro nunca nos largámos. 

Foi perfeito. 
Ele tem um ego enorme, um sorriso perfeito, uma barba gira mas que parece lixa, uma honestidade irritante e não é nada perfeito. Mas eu não mudaria nada nele. É único. 

Agora só falta saber se nos damos bem nos lençóis. 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

And pick yourself up, dust yourself off, and start all over again

Ok, ele conseguiu apelar ao meu sorriso genuíno.
A questão é se o convido para jantar ou não. E se ele recusar? E se ele aceitar? Porra! Esta cena da racionalidade e do poder de escolha é uma merda. Vou convidar na mesma. Se ele não vier, quem perde os meus fabulosos dotes culinários é ele! ;)

O título devia ser mais "Sealed, Signed, Delivered, I'm yours" mas sou boa demais para ser assim tão fácil right? Afinal de contas, não é qualquer um que me conquista! 
Se bem que aquele sorriso...ui! (;

(Deixa cá ver uma cena triste, que já me doem os músculos da cara de tanto sorrir. E pelo caminho bem que posso dançar!)