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domingo, 22 de setembro de 2013

Dream a little dream

Cheiram a ti. 
Aquele cheiro inebriante que adoro.
A mistura do tabaco, com o perfume.
Com aquele destaque nítido.
O destaque do teu cheiro.
Natural. 
Da tua pele.

Que me lembra os teus lábios. 
A intensidade dos teus beijos.
Quando me puxas até ti. 
Quando me beijas os ombros. 

Quando me fazes sorrir com um sorriso. 
Aquele momento em que falamos mesmo em silêncio.
E o outro em que fico mais bela porque estou tão perto. 
Suspensa no tempo. 
A olhar para ti.
A estudar-te. 
A guardar na minha memória tudo o que te compõe. 

Essa composição tão difícil. 
Mas tão fascinante. 
Intensa. 
Bela. 

Não era suposto isto acontecer. 
Não era suposto entrares. 
Nem deixares-me à espera. 
De uma doce ou amarga conclusão. 
Não esperava que as tuas mãos me tocassem. 
Que deslizassem pela minha pele.
Arrepiada quando me tentas. 

Aquela tentação a que chamam desejo. 
Que no teu caso é mais do que o instantâneo. 
O prazer instantâneo do animal que somos. 
É mais que isso. 

É o céu azul ou cinzento. 
O não me importar. 
Porque o que me importa és tu. 
O teu sorriso. 
Tudo aquilo que te compõe. 
Tudo aquilo que gosto. 

E saber. 
Que não mudava nada em ti. 
Não por seres perfeito.
Por seres o melhor. 
Mas por seres assim mesmo.
Único.