Aquele cheiro inebriante que adoro.
A mistura do tabaco, com o perfume.
Com aquele destaque nítido.
O destaque do teu cheiro.
Natural.
Da tua pele.
Que me lembra os teus lábios.
A intensidade dos teus beijos.
Quando me puxas até ti.
Quando me beijas os ombros.
Quando me fazes sorrir com um sorriso.
Aquele momento em que falamos mesmo em silêncio.
E o outro em que fico mais bela porque estou tão perto.
Suspensa no tempo.
A olhar para ti.
A estudar-te.
A guardar na minha memória tudo o que te compõe.
Essa composição tão difícil.
Mas tão fascinante.
Intensa.
Bela.
Não era suposto isto acontecer.
Não era suposto entrares.
Nem deixares-me à espera.
De uma doce ou amarga conclusão.
Não esperava que as tuas mãos me tocassem.
Que deslizassem pela minha pele.
Arrepiada quando me tentas.
Aquela tentação a que chamam desejo.
Que no teu caso é mais do que o instantâneo.
O prazer instantâneo do animal que somos.
É mais que isso.
É o céu azul ou cinzento.
O não me importar.
Porque o que me importa és tu.
O teu sorriso.
Tudo aquilo que te compõe.
Tudo aquilo que gosto.
E saber.
Que não mudava nada em ti.
Não por seres perfeito.
Por seres o melhor.
Mas por seres assim mesmo.
Único.