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quarta-feira, 5 de maio de 2010
Onde isto já chegou...
O deputado Ricardo Rodrigues, questionado numa entrevista por dois repórteres da revista Sábado acerca dos casos de pedofilia decorridos nos Açores e do seu inicial envolvimento no processo judicial, levantou-se da sala e levou nos bolsos os dois gravadores dos jornalistas.
Pois é, quando a verdade não convém...
sábado, 1 de maio de 2010
Dia do Trabalhador que não trabalha
No sector privado, há quem não tenha os privilégios de um feriado, ainda que ao sábado. Portanto às 9 como de costume, já estava a arrumar os papéis.
Tive de ir levantar material à Almirante Reis. Com a preguiça do pequeno-almoço light (para aguentar o cozido hoje da Zita), apanhei o elevador para o 5º andar dos fornecedores. E voilá, o elevador parou entre o 4º e o 5º andar.
Carreguei no botão de emergência. Nada. Telefonei ao Sr. Hugo, que já me safou destas situações antes (é o fornecedor de materiais). Ele lá tentou. Mas não conseguiu. Sentei-me no chão, a sentir-me meia claustrofóbica. Telefonei para a manutenção de elevadores. Ninguém atendeu. Voltei a telefonar. Atendeu-me uma senhora a perguntar o que queria. Expliquei-lhe a situação. Pelo tom dela, só teve sorte porque não queria chegar a casa azeda. Lá me explicou que só havia um técnico de serviço hoje, por ser Dia do (Não)Trabalhador, mas que pelas horas em causa, não podia chama-lo porque estava a almoçar. Eram 11:30. Telefonei à Zita para a notificar do meu provável atraso. Voltei a telefonar à manutenção dos elevadores. Forcei-me a gritar ao telefone. O certo é que resultou.
O nosso país está virado de pernas para o ar. Quem trabalha faz de tudo para trabalhar menos, outros recebem subsídios que lhes alimentam o ócio, alguns recebem mais do que aquilo que deviam, tendo em conta os seus níveis de produtividade e por fim há os poucos que por mais que trabalhem, não conseguem ter um merecido descanso no fim da vida porque o Estado só os tem a eles para taxar.
Depois do Cozido, arrumei alguns papéis, deixei o material em casa e aproveitei para ir beber um café com o Guillermo. Certo é, que o tempo passou, no meio da Sangria, de um "Fly me to the Moon" ou de um "Don't cry for me Argentina", interpretados por mim mesma e de mais tempo social. É que agora é tempo de voltar aos papéis e continuar a fazer aquilo de que gosto e que me sustenta.
Numa nota final, um comentário a toda esta festa de esquerda na Alameda D. Afonso Henriques. Vi muitas boinas e muitas T-shirts do Che entre os comunas que se passeavam pela Alameda. Das duas uma: ou as pessoas são muito ingénuas e não sabem quem foi verdadeiramente Che Guevara e o que o Comunismo representa ou a estupidez, é uma doença mais comum do que aquilo que eu pensava. Será que o povo português não conhece história? Será que meu sangue acredita em histórias da Carochinha? (Aparentemente sim, senão o nosso ilustre - note-se a ironia- Primeiro Ministro já teria sido varrido do cenário).
A esquerda portuguesa não passa de uma ilusão, na qual aparentemente, maior parte dos portugueses acredita, numa fé cega de salvação do coitadinho do trabalhador explorado. E se fossem trabalhar e aumentar a produtividade do país, não?
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