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segunda-feira, 16 de setembro de 2013
domingo, 10 de julho de 2011
Pandora
Tenho tanto para contar.
Desde a resolução da intemporal disputa entre os meus pais aos últimos dias. Vou começar de trás para a frente, para não me esquecer de nada.
Dica 1 - Entre ex-marido e ex-mulher também não se mete a colher.
O problema entre os meus amorosamente chatos pais chegou ao fim e o divórcio finalmente teve efeitos práticos. já não era sem tempo. Só que pelo caminho, fui a bola de ping-pong dos dois uma sensação não tão agradável. Já passou, passemos à próxima dica.
Dica 2 - Se não consegues controlar-te, recorre à farmácia. Elas existem por um motivo.
Recorrer a fármacos para conseguir explicar racionalmente matéria aborrecedora não deveria ser necessário, mas para quem hiperventila e não consegue chorar para amolecer o coração do júri, mais vale arranjar algo que ajude. Seja sumo, seja algo menos...natural. Com um grande qb, acrescente-se.
Dica 3 - Nunca ter um filho cujo aniversário coincida com férias
A criança/jovem vai sempre sentir-se miseravelmente por não conseguir ter suficientes convidados para um menu de grupo porque nasceu num dia péssimo para quem estuda. E também porque apanhará as maiores desilusões em relação a quem julga ser seus amigos. Mais vale poupar isso para depois, não é?
Dica 4 - Nunca ceder à tentação de se apaixonar por um Virgem!
São complicados, difíceis e quando estamos praticamente a desistir deles, após nos terem moído a paciência e obrigado a contermos todo o romance poético que existe em nós, convencem-nos a ficar com eles. O cutchi-cutchi só dura uma semana e quando nos damos conta estamos a falar sozinhos de novo com alguém que diz que gosta imenso de nós mas faz absolutamente 0 para o provar.
Dica 5 - Ter sempre um par de saltos altos para nos fazer sentir belas e dois amigos fantásticos para nos fazer mostrar um sorriso colgate
Para além do must de qualquer mulher que é um push-up da auto-estima (para além de uns bons saltos altos sugiro simultâneamente o uso de um sutiã de renda preparado para um decote para efeito baba-de-homem), convém ter alguém com quem nos sintamos bem enquanto respiramos o bem-estar de nos sentirmos hot. Alguém que nos faça rir, sorrir, contar piadas e cantar Donna Summer, Diana Ross ou algo mais tabu! Eu tenho dois amores que ajudam a tarefa!
Dica 6 - Resistir aos Magnum Amêndoa que nos tentam a partir do congelador.
São péssimos para quem anda a fazer uma dieta de feijão, carnes brancas e brócolos. E as minhas pernas há algum tempo que passaram do Oh Mamma Mia! para o Oh god! I'm fat! portanto dieta e exercício é algo mesmo mesmo MANDATORY! (sugestão: acompanhar a dieta com um suplemento muito drenante de sexo!)
Dica 7 - Usar e abusar de cenoura
Dá jeito quando se tem 20 dias para ficar com um dourado bonito de bronze e se tem tendência a parecer uma lagosta ambulante!
Dica 8 - Sushi é sempre uma boa ideia
Especialmente com a melhor companhia de todas, que é um desastre a usar pauzinhos, um milagre a fazer-me gesticular e a rir que nem uma doida e a dar-me a melhor experiência de sushi de todos os tempos!
Obrigada pela paciência e acima de tudo pela dedicação.
Especialmente com a melhor companhia de todas, que é um desastre a usar pauzinhos, um milagre a fazer-me gesticular e a rir que nem uma doida e a dar-me a melhor experiência de sushi de todos os tempos!
Obrigada pela paciência e acima de tudo pela dedicação.
Conclusões:
- um agradecimento aos meus pais por me ouvirem durante 24 horas
- um agradecimento igual à minha avó e ao meu tio pelos belos vestidos KM
- 10 milhões de beijinhos de gratidão ao Colin e ao meu querido William por me ajudarem a ter um sorriso colgate e não se suicidarem ao som do meu "Ring my Bell"
- um obrigada sentido ao Thèo que me deu finalmente (após 3 anos de espera) uma pulseira da Pandora, coisa própria de namorados (vá, agora só falta conseguires ser amoroso por mais de uma semana e acompanhares o meu vestido preto nas saídas!)
- um grande júbilo por finalmente estar de férias!
- e um Thank you very much especialíssimo para os amores que me mandaram sms de todo o mundo, incluindo o tão adorável Tell
- não esquecer o interessantíssimo rapaz (aka Tiago Luis II) que me leva a querer ser uma pecadora mas que apesar disso eu acho terrivelmente adorável
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Every Teardrop Is A Waterfall

Apesar do jingle amororso da música dos Coldplay, não há nada de amoroso nos meus últimos dias.
Bem, à excepção da vitória do nosso querido líder, do futuro perdido que Portugal acabou de encontrar, não tenho estado muito bem.
Passo a vida numa busca. Numa quest, para ser mais específica.
É inerente à minha personalidade procurar uma cara metade. Loucura. Estupidez. Parvoíce. Sei lá. Romantismo talvez. Não que esteja péssima sozinha. Mas estou melhor acompanhada.
O Thèo tem-me relembrado que está por aqui, ao meu lado, ainda que não como namorado. Eu sei que ele me quer de novo. Que sente a minha falta. Que me ama.
Mas por vezes, isso não é suficiente. Ou será?
Tantos casais que conheço, não têm o que nós temos. Aliás, eu e o Thèo fomos um grande casal entre nós, naquilo que é parte essencial dum namoro. Mas estávamos, e estamos, nitidamente em patamares diferentes. Visões diferentes da vida, ambições distintas, sonhos diversos. Enfim, somos diferentes demais para o futuro. E eu quero alguém para o futuro.
Sexta-passada o Llermo tentou beijar-me. Fiquei destroçada. Sempre achei que o nós enquanto amizade estivesse primeiro que o ele, indivíduo. Para mim sempre esteve. Daí ter alimentado o que o levou à tentativa. As mãos dadas, os mimos. Mas para mim era só a cumplicidade que eu via como amigos muito especiais. Amigos que existiam um para o outro de tal forma que o carnal não os destruiria. Parece que estava profundamente errada.
Ainda não sei bem como lidar com ele. A confiança, o respeito que julgava haver entre nós evaporou. Esperemos que volte.
Para além deste bump gigante in the road, outras desilusões se seguiram.
O JP que promissor como sempre foi, desapareceu do mapa. O C. que fez justiça ao ditado longe da vista, longe do coração. Se calhar até mereci esta.
No fundo, sou do mesmo pólo que os homens que me interessam. Conclusão: os pólos iguais afastam-se.
Conseguirei um dia ter uma cara-metade que eu queira, ou terei simplesmente de me contentar com o que tenho?
P.S.(D.)- Lembrei-me de algo novo. Recordam-se que andava a sonhar com velhos amigos (hoje até sonhei com alguém perfeitamente inesperado!), que tinha saudades do Ramos? Pois é, voltei a aborda-lo. Relembrei-o do postal que em tempos me enviara de Firenze e do livro que me dera com carinho em tempos.
Estou desertinha de o reencontrar num café. Mas será que voltaremos alguma vez à cumplicidade do passado?
Não percam o próximo episódio! =]
Estou desertinha de o reencontrar num café. Mas será que voltaremos alguma vez à cumplicidade do passado?
Não percam o próximo episódio! =]
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Quando o Douro sussura

Sei bem de onde veio o sonho. O desfecho feliz, descontraído, tipo conto de fadas ao meu puro estilo.
Conhecia-o há já algum tempo. As poucas conversas tinham deixado sempre um grande hiato entre nós. O tempo ia passando, as palavras não desabrochavam e o número de telemóvel dele estava entrelaçado no meio de todos os outros. Sem destaque, sem interesse. Um dia lembrei-me de o provocar de novo. Tal como havia feito antes. Na altura mantive uma certa distância tendo em conta que estamos separados por rios e muitos quilómetros de terra. Demasiada terra.
Palavra a palavra, confissão a confissão, descobrimos lentamente que somos muito semelhantes. As conversas faziam-me sentir num prado, com um lago no fim, para o qual olhava e onde via o meu reflexo na água cristalina. Queria ser mais específica, contar o que nos confessámos, aquilo sobre o qual nos rimos, mas foi tão rápido, tão pouco mas ao mesmo tempo tanto, tanta intensidade.
O problema logístico era simples: ele lá, eu cá. A voz longínqua dele ao telefone preenchia-me um pouco mas não era suficiente. Grave com aquela pronúncia reconfortante sobre a qual eu troçava de modo a rirmo-nos um pouco. Um dia decidi que era hora de olhá-lo nos olhos. Conversar frente a frente, com o rio aos nossos pés e as pontes tão belas a servir de fundo ao fascínio que ele me criava.
Aproveitando um evento que supunha termos em comum, peguei no carro e conduzi. Horas e horas. A música como companhia, como um tambor numa marcha, a incentivar a expectativa. Senti-me livre, louca, aventurosa. Senti-me eu mesma.
Chegada ao amplo salão, com o Douro a sussurrar-me saudades, procurei-o. Percorri todas as faces naquela sala. Perguntei subtilmente por ele. Não estava lá.
Desiludida resignei-me. Estava convicta que ele estaria lá. A aguardar-me. A aguardar pelas promessas que tínhamos feito um ao outro. Ansioso, como eu, por poder debater filosofia, a vida, o mundo, a política e nós. Queria que ele me lapidasse. Que desse o brilho que ultimamente estava tão desvanecido em mim.
Antes de partir, de voltar a casa perguntei-lhe porque não o vira. Desfez-se em desculpas. Mas as desculpas servem para quem sente com a cabeça e não para quem tem coração.
Nessa noite senti arrependimento. Arrependi-me de ser ingénua. De permitir tal afeição. Voltei com um sabor amargo de derrota. Como se estivera em guerra com o destino e ele ficara a rir-se do meu falhanço em controlar a vida. Em tomar a pulso a alegria e a felicidade.
Abri a porta e senti um roçar na minha face. Assumi que fosse da chuva, dos pingos que apanhara entre o carro e a porta de ferro pesada, ainda mais pesada devido ao peso no meu coração, que me separava de casa. Mas o roçar não parou e facilmente percebi que a fonte que humedecera o meu rosto era, nem mais, nem menos, que os meus olhos.
No dia seguinte tentei ignorar que tudo aquilo se houvera passado. Fui muito mal sucedida, diga-se de passagem. Mas pelo menos tentei. Mais um dia monótono. Um colega bastante homossexual e daí atrevido e directo disse-me que tinha cara de quem acabara de levar com um par deles. Fingi um riso e desmenti-o. Estava bem. A chuva é que me irritava.
Ao chegar a casa do trabalho, senti uma enorme necessidade de escapar. Queria fugir da monotonia e ir para o único sítio onde me sinto completa. Completa por me sentir um pássaro. Por ter a cidade que tanto amo aos meus pés. A cidade que deixei para estupidamente enamorar a sua rival, como se fosse novamente uma adolescente parva com um fraquinho por corresponder. Mas mais: por conseguir imaginar-me a saltar do muro para o ar, voando pela cidade, livre, mesmo que no fim me custasse a vida.
Ao chegar sentei-me. Uma cerveja pela frente só para não ter a mesa vazia. Na verdade, nunca fora muito fã de cerveja. Só a bebia com amigos ou para distracção social.
Tinha frio. Estava um sopro que me congelava. Nas palavras dos Clã, quem sabe se não seria o próprio sopro do meu coração.
O telemóvel começou a vibrar sobre a mesa verde de metal. Era ele. Deveria atender ou não? Ignorei-o. Achei que ele parasse por aí.
Ele tentou de novo. Atendi, fazendo de conta que estava bem. Que ele não me afectara de todo. Perguntou por mim. Perguntou se estava em casa. Confessei que estava no meu estado de Graça, com Lisboa aos meus pés. Voltou a pedir desculpa, ele. Fingi aceitar. Fingi-me normal e ele acreditou.
Subitamente, por trás, ouvi os sinos da igreja a repicar. O que me estranhou, foi consegui-los ouvir no fundo da voz dele também.
Virei-me. Ali estava ele. Incrédula perguntei como. Tínhamos amigos em comum. Alguém lhe dissera que estava ali. Tremi de nervosismo. Ele assumiu que fosse de frio e abraçou-me inesperadamente.
Não estava à espera, de todo. Queria conversar com ele. Ser má, dura, difícil e fria. Mostrar-me independente do que ia na mente dele e no seu coração. Show-off, naturalmente.
Perguntei-lhe onde ficaria. Silenciou-me com um dedo sobre os lábios. Puxou-me a mão. Queria perder-se comigo, na cidade. Há duas horas que me procurava. Pedira direcções para chegar até à igreja, até mim. Agora só se queria perder de novo. Mas comigo na sua mão.
Expliquei-lhe que não me conseguia perder na minha cidade mãe. Ele sorriu. Pediu para eu tentar. Analisou o meu descontentamento e beijou-me. Simplesmente beijou-me. Os lábios dele com os meus. Juntos. E eu não o afastei, muito pelo contrário.
Quando nos separámos, ele respondeu-me muito simplesmente: se não te perdes comigo, pelo menos perde-te por mim.
Nesse momento acordei. Liguei a luz. Procurei algum sinal que tudo isto fora verdade. Que ele estava comigo. Que finalmente a distância se tornara em algo relativo. Que o que interessava agora éramos nós. Sentados num banco, ao vento, agarrados um ao outro. Nada o era, como é claro. Foi só um sonho, tolo, de conto de fadas. Mas quem me dera que os sonhos se realizassem...
Palavra a palavra, confissão a confissão, descobrimos lentamente que somos muito semelhantes. As conversas faziam-me sentir num prado, com um lago no fim, para o qual olhava e onde via o meu reflexo na água cristalina. Queria ser mais específica, contar o que nos confessámos, aquilo sobre o qual nos rimos, mas foi tão rápido, tão pouco mas ao mesmo tempo tanto, tanta intensidade.
O problema logístico era simples: ele lá, eu cá. A voz longínqua dele ao telefone preenchia-me um pouco mas não era suficiente. Grave com aquela pronúncia reconfortante sobre a qual eu troçava de modo a rirmo-nos um pouco. Um dia decidi que era hora de olhá-lo nos olhos. Conversar frente a frente, com o rio aos nossos pés e as pontes tão belas a servir de fundo ao fascínio que ele me criava.
Aproveitando um evento que supunha termos em comum, peguei no carro e conduzi. Horas e horas. A música como companhia, como um tambor numa marcha, a incentivar a expectativa. Senti-me livre, louca, aventurosa. Senti-me eu mesma.
Chegada ao amplo salão, com o Douro a sussurrar-me saudades, procurei-o. Percorri todas as faces naquela sala. Perguntei subtilmente por ele. Não estava lá.
Desiludida resignei-me. Estava convicta que ele estaria lá. A aguardar-me. A aguardar pelas promessas que tínhamos feito um ao outro. Ansioso, como eu, por poder debater filosofia, a vida, o mundo, a política e nós. Queria que ele me lapidasse. Que desse o brilho que ultimamente estava tão desvanecido em mim.
Antes de partir, de voltar a casa perguntei-lhe porque não o vira. Desfez-se em desculpas. Mas as desculpas servem para quem sente com a cabeça e não para quem tem coração.
Nessa noite senti arrependimento. Arrependi-me de ser ingénua. De permitir tal afeição. Voltei com um sabor amargo de derrota. Como se estivera em guerra com o destino e ele ficara a rir-se do meu falhanço em controlar a vida. Em tomar a pulso a alegria e a felicidade.
Abri a porta e senti um roçar na minha face. Assumi que fosse da chuva, dos pingos que apanhara entre o carro e a porta de ferro pesada, ainda mais pesada devido ao peso no meu coração, que me separava de casa. Mas o roçar não parou e facilmente percebi que a fonte que humedecera o meu rosto era, nem mais, nem menos, que os meus olhos.
No dia seguinte tentei ignorar que tudo aquilo se houvera passado. Fui muito mal sucedida, diga-se de passagem. Mas pelo menos tentei. Mais um dia monótono. Um colega bastante homossexual e daí atrevido e directo disse-me que tinha cara de quem acabara de levar com um par deles. Fingi um riso e desmenti-o. Estava bem. A chuva é que me irritava.
Ao chegar a casa do trabalho, senti uma enorme necessidade de escapar. Queria fugir da monotonia e ir para o único sítio onde me sinto completa. Completa por me sentir um pássaro. Por ter a cidade que tanto amo aos meus pés. A cidade que deixei para estupidamente enamorar a sua rival, como se fosse novamente uma adolescente parva com um fraquinho por corresponder. Mas mais: por conseguir imaginar-me a saltar do muro para o ar, voando pela cidade, livre, mesmo que no fim me custasse a vida.
Ao chegar sentei-me. Uma cerveja pela frente só para não ter a mesa vazia. Na verdade, nunca fora muito fã de cerveja. Só a bebia com amigos ou para distracção social.
Tinha frio. Estava um sopro que me congelava. Nas palavras dos Clã, quem sabe se não seria o próprio sopro do meu coração.
O telemóvel começou a vibrar sobre a mesa verde de metal. Era ele. Deveria atender ou não? Ignorei-o. Achei que ele parasse por aí.
Ele tentou de novo. Atendi, fazendo de conta que estava bem. Que ele não me afectara de todo. Perguntou por mim. Perguntou se estava em casa. Confessei que estava no meu estado de Graça, com Lisboa aos meus pés. Voltou a pedir desculpa, ele. Fingi aceitar. Fingi-me normal e ele acreditou.
Subitamente, por trás, ouvi os sinos da igreja a repicar. O que me estranhou, foi consegui-los ouvir no fundo da voz dele também.
Virei-me. Ali estava ele. Incrédula perguntei como. Tínhamos amigos em comum. Alguém lhe dissera que estava ali. Tremi de nervosismo. Ele assumiu que fosse de frio e abraçou-me inesperadamente.
Não estava à espera, de todo. Queria conversar com ele. Ser má, dura, difícil e fria. Mostrar-me independente do que ia na mente dele e no seu coração. Show-off, naturalmente.
Perguntei-lhe onde ficaria. Silenciou-me com um dedo sobre os lábios. Puxou-me a mão. Queria perder-se comigo, na cidade. Há duas horas que me procurava. Pedira direcções para chegar até à igreja, até mim. Agora só se queria perder de novo. Mas comigo na sua mão.
Expliquei-lhe que não me conseguia perder na minha cidade mãe. Ele sorriu. Pediu para eu tentar. Analisou o meu descontentamento e beijou-me. Simplesmente beijou-me. Os lábios dele com os meus. Juntos. E eu não o afastei, muito pelo contrário.
Quando nos separámos, ele respondeu-me muito simplesmente: se não te perdes comigo, pelo menos perde-te por mim.
Nesse momento acordei. Liguei a luz. Procurei algum sinal que tudo isto fora verdade. Que ele estava comigo. Que finalmente a distância se tornara em algo relativo. Que o que interessava agora éramos nós. Sentados num banco, ao vento, agarrados um ao outro. Nada o era, como é claro. Foi só um sonho, tolo, de conto de fadas. Mas quem me dera que os sonhos se realizassem...
domingo, 22 de agosto de 2010
Vacationes
Haveria imenso a contar sobre o que se tem passado, imenso a contar sobre o que se passará. Vou ser imensamente breve (ou pelo menos tentar). [Se bem que da última vez que tentei ser breve acabei com uma carta de 8 páginas]
Past:
- Entrei definitivamente de férias na segunda semana de Agosto. Depois de ter feito parte, enquanto membro da comissão organizadora, de uma experiência internacional com uma associação europeia, o barómetro de riqueza cultural e social aumentou. Sugiro a todos aqueles que gostem de experiências novas, a experimentar cursos ou formação no estrangeiro, por um curto ou médio período no ano.
- Comecei a fazer um part-time de modo a poupar dinheiro para uma viagem à Turquia em Outubro.
- Apesar de 2 semanas de praia, com um pit-stop para ir visitar o Thèo
Present:
- Despedi-me do Guillermo que veio passar uns dias avec moi =)
- Fiz as pazes com o Michaello
Future:
- Estou deserta de chegar a Lisboa e trabalhar no meu hobby
- Começarei a escrever o meu romance
- Volto aos estudos
- E ando a namorar um vestido perfeito para o Inverno!
Past:
- Entrei definitivamente de férias na segunda semana de Agosto. Depois de ter feito parte, enquanto membro da comissão organizadora, de uma experiência internacional com uma associação europeia, o barómetro de riqueza cultural e social aumentou. Sugiro a todos aqueles que gostem de experiências novas, a experimentar cursos ou formação no estrangeiro, por um curto ou médio período no ano.
- Comecei a fazer um part-time de modo a poupar dinheiro para uma viagem à Turquia em Outubro.
- Apesar de 2 semanas de praia, com um pit-stop para ir visitar o Thèo
Present:
- Despedi-me do Guillermo que veio passar uns dias avec moi =)
- Fiz as pazes com o Michaello
Future:
- Estou deserta de chegar a Lisboa e trabalhar no meu hobby
- Começarei a escrever o meu romance
- Volto aos estudos
- E ando a namorar um vestido perfeito para o Inverno!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Um post tardio de agradecimento

Obrigada aos meus amigos todos do Facebook, que se lembraram de cuscar o separador dos aniversários e me deram os parabéns. E também aos que me enviaram sms's calorosas.
Obrigado àqueles amigos que marcaram presença no meu jantar, mesmo em época de exames: o meu casal de eleição M+P, o Guillermo, o Marcelo Jr., o Rui Nuno, o Zé B. e o Jota. Pelas diversas situações em que me marcaram, justificou-se o convite e foi um prazer tê-los por perto.
Ao Jota um agradecimento especial por ter-me dado a chance de curtir ainda mais a minha noite, quando, na verdade, a felicidade não estava na ordem do dia. E ao Guillermo e Marcello, que ficaram a dançar comigo sob a linda lua que espreitava sobre a Ponte de Salazar.
Ao Théo, pelo presente que melhorou a minha qualidade de vida, pelo passeio por Belém e pela explicação artística. Acho que a única forma de perceber melhor a arte que vimos seria através de quem a compôs.
Obrigada ao Veri, que me deu a Lua. Ofereceu-me uma vista privilegiada para as estrelas e para o cosmos. Pelas belíssimas flores que me disseram às 5 da manhã, que vale a pena viver. Obrigada.
Não posso olvidar a Sra. D. Teresa que me telefonou a dar os parabéns.
E obviamente saudar a família, que me compôs um almoço e um jantar à maneira, para que eu saiba que estão sempre comigo. Obrigada a todos por tornarem este dia mais especial. Obrigada!
domingo, 20 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Lamechas free

Só te queria dizer que até gosto de ti.
Sem rodeios.
Sem francês, sem inglês, sem coisas elaboradas.
Amo-te pronto.
E quero-te.
Caramba! Que chatice
O trabalho que me dás para te escrever
Algo que não seja uma declaração gloriosa de amor.
Detesto essa tua simplicidade nestas coisas
É que não me adapto muito bem.
Tenho este espírito literário em mim
Que fala de amor como se fosse a coisa mais gloriosa do mundo.
Mas pronto.
Queria que soubesses que me esforço
Porque és importante.
Que me apetece estar contigo
Mesmo quando me trocas por algo mais fofo,
Dando-me vontade de te esganar (mesmo!).
Vá, goza comigo
Chama-me pirosa por escrever poesia.
Mas há quem cante, há quem faça graffitis ou stencils
Eu escrevo.
É assim tão mau?
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Panic Attack
Porque:
Não resisto à boa música;
Adorei voltar a ver uma amiga de quem gosto muito e de me empanturrar de Sushi;
Sou uma romântica incurável;
Adoro moonwalkers, meninas com nomes franceses, bascos e tigres;
Adoro o meu curso;
Detesto não conseguir dormir apesar do cansaço;
Adorava adormecer aninhada junto a ele;
Dava tudo para vê-la feliz ao lado de alguém complicado como eu, mas provavelmente igualmente profundo e capaz de amar;
Até tive um bom dia e preciso de descansar;
Preciso de chocolate para aguentar saudades;
Preciso de ti. E de ti. E de ti também.
Preciso de todos vocês.
Gosto de todos vós.
E agora vou dormir porque ver filmes românticos dá cabo de mim! (E gozava o outro atrasado mental com a minha geração por causa desta série de filmes intensos).
sábado, 22 de maio de 2010
Sing Sang Sung
É certo e sabido que adoro Air.
No meu baú de recordações, os Air guardam lugar junto a algumas das minhas melhores memórias. E a dupla francesa já esteve em Portugal pelo menos duas vezes, a última a 16 de Janeiro deste ano.
É sábado e está um dia de sol e um calor imenso, especialmente para mim, cujo sangue báltico me torna especialmente sensível à subida de temperaturas.
Fui ajudar um amigo a escolher roupa que lhe ficasse bem. Ele é daqueles desastres amorosos, um Einstein sem jeito para a imagem. Dei-lhe uma mãozinha e acabei por comprar também umas peças.
Agora, ao som de Air, experimento as minhas novas aquisições: uma saia azul e um vestido branco com um padrão giríssimo, que não faz de mim nem uma hippie nem uma simples transeunte. Gosto tanto da Primavera-Verão, que fora o calor da cidade (quando se está na praia já é outra coisa), me permite usar saias bonitas e vestidos favorecedores. É tão bom ser-se mulher, quando se tira proveito das belas linhas femininas que uma mulher pode ter...
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Une Rêve
Porque tu? Porque roubaste o meu coração no momento em que cruzaste o teu olhar com o meu. Nem reparaste que foste seguido naquela e na outra noite. Irónico que podia ter-te conhecido há mais tempo. Mas tinha de ser assim. Dizes que somos nós que fazemos o nosso percurso. Eu digo que não foi o acaso que nos juntou.
Sonho contigo e imagino que estou contigo. Mas não estou. É isso que mais me custa. Digo que te adoro mas minto. Porque adoro os meus amigos mas a ti...eu amo-te. Perco-me mas tu estás sempre la para me ajudar a encontrar o caminho. E isso e' coisa que alguns tentam mas poucos conseguem.
De vez em quando tenho medo de acordar e me aperceber que és só um sonho. Que não és real. Mas és tão real como eu.
Procurei uma definição de alma gémea. Supostamente consiste em algo como o símbolo do Feng Shui, do equilíbrio. Não temos de ser exactamente iguais mas as nossas diferenças complementam-se e as semelhanças são mais que óbvias. Se pra ti ser feliz inclui estar ao lado de alguém que tu ames e que te saiba amar, que não te troque por mais ninguém, que te dê atenção e em quem possas confiar. Para mim ser feliz inclui isso tudo e inclui-te a ti, o que significa que és a minha alma gémea. Isto porque nunca conheci ninguém como tu. Ninguém tão diferente mas tão complementar.
Tive razoes para deixar de acreditar na existência de amor. Mas tu destruíste essas razoes e deste-me o melhor argumento comprobatório que o amor existe. Porque se não existisse eu não te estaria a escrever neste momento.
Por mais longe que estejas, por mais tempo que eu esteja sem te ver, só vai aumentar a saudade e o amor que sinto por ti. É amor sim.
Sou como tu. E tu és como eu. Deixas-me sem palavras, a mim! Eu que tenho resposta, palavras, frases, poesia, versos para tudo. E porque? És tão intenso e ocupas de tal forma a minha cabeça, a minha mente que bloquear e inevitável.
És musica para a minha vida.
Tocas o meu coração cada vez que me fazes sorrir. Sou mais feliz a cada dia que te conheço melhor...e só eu sei o quanto fazeres-me feliz importa para mim...
Memórias do passado, 2007
domingo, 18 de abril de 2010
Intelectualmente estimulante

"Ai meu Deus! Os anjos já andam a cair do céu"
Primeiro a vermelhidão, depois o tímido sorriso. Qual é a mulher que não gosta de um elogio assim?
Pois é. Até que gosto. Mas onde é que andam os homens intelectualmente estimulantes? Há tanto tempo que não conheço alguém que me faça falar durante horas a fio. Será que o mundo está perdido?
Ou será que começo a entender toda esta história do "casamento entre pessoas do mesmo sexo"?
sábado, 13 de março de 2010
Era uma vez, um Tigre maltês
Sempre que te olho nos olhos, não sei bem porquê, confio em ti. Perco-me no amor que sinto por ti e que me inunda a cabeça de inseguranças e incertezas.
Não sei o que te vai na cabeça, nem no coração. E isso incomoda-me profundamente.
Porquê? Por não saber como evitar que te afastes de mim nos teus dias mais tristes. Quero dar-te a mão e ajudar. Quero que saibas que sou tua amiga em todos os momentos e que estou sempre cá se precisares de mim. Confio em ti profundamente e espero que também confies o suficiente em mim para me entregares não só o teu amor, como a tua amizade, até porque foi assim que começámos.
Não imaginas o quanto te amo. Daí que não entendes, que quando fico chateada ou aborrecida por não poder estar mais tempo contigo, é por ter medo que deixes de gostar de mim...que te apaixones por outra pessoa, porque a bem dizer, nós não mandamos no nosso coração. E admito que tenho medo de distância. És tudo para mim e aflige-me pensar que estás num sítio que me seja longe, ao ponto de no momento da minha maior tristeza, não poder aparecer de surpresa e abraçar-te. És o único que me consegue fazer sorrir nesses momentos. E o único que me manda parar de ouvir Opeth seguindo-se a minha obediência.
Sinto-me vulnerável por gostar de ti. Fico com a sensação, que podes fazer tudo o que quiseres de mim. Daí que tenha medo. Há fantasmas que me assombram, sempre o fizeram e ainda me assustam. Tu fazes-me sentir segura. Mas ao mesmo tempo, o quanto dependo de ti, torna-me vulnerável. Já te disse mil vezes, correndo o risco de me tornar repetitiva e chata, que tens o meu coração nas tuas mãos.
Apetece-me gritar ao mundo que te amo. Apetece-me chorar para perceberes bem nos meus olhos que sou tua e só tua. Que te quero... comigo... em mim...
E quero poder dar-te a mão e saber que vais sempre estar comigo, porque acredito sinceramente que és “o tal”. A pessoa que vou continuar a ter ao meu lado, que me vai animar com a sua imaturidade, que eu critico mas invejo. Tenho saudades de ser criança e tu fazes-me lembrar os bons momentos.
E apesar das inseguranças e incertezas, ainda tenho certezas em relação a algumas coisas. Certeza que gostas mesmo de mim, que nunca me vais trair, que te amo e que vou continuar a ser tua enquanto me quiseres. Porque foste o meu primeiro e quero que continues a ser o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto... Que continues a criar memórias comigo.
Quando me perguntam há quanto tempo andamos e lhes respondo, as pessoas sorriem e olham com cepticismo a minha felicidade. Verdade que um mês até pode parecer pouco, mas um mês são 744 horas, 44640 minutos, que em contas certas equivalem a 2678400 segundos. Porque o tempo pode ser relativo, mas não é relativo o tempo que passo a pensar em ti, a pensar no próximo momento em que vou estar contigo e vou poder beijar-te, sentir os teus lábios, o teu corpo...
Comecei por querer saber quem és...mas na verdade és parte de mim. E isso basta. Basta poder olhar-te nos olhos e dar-te a mão. Porque mesmo que não entre no teu coração ou na tua cabeça, sei que entro nos teus sonhos e nos teus pensamentos. E sei que tu és aquele que entra nos meus e que faz parte de mim.
Não sei o que te vai na cabeça, nem no coração. E isso incomoda-me profundamente.
Porquê? Por não saber como evitar que te afastes de mim nos teus dias mais tristes. Quero dar-te a mão e ajudar. Quero que saibas que sou tua amiga em todos os momentos e que estou sempre cá se precisares de mim. Confio em ti profundamente e espero que também confies o suficiente em mim para me entregares não só o teu amor, como a tua amizade, até porque foi assim que começámos.
Não imaginas o quanto te amo. Daí que não entendes, que quando fico chateada ou aborrecida por não poder estar mais tempo contigo, é por ter medo que deixes de gostar de mim...que te apaixones por outra pessoa, porque a bem dizer, nós não mandamos no nosso coração. E admito que tenho medo de distância. És tudo para mim e aflige-me pensar que estás num sítio que me seja longe, ao ponto de no momento da minha maior tristeza, não poder aparecer de surpresa e abraçar-te. És o único que me consegue fazer sorrir nesses momentos. E o único que me manda parar de ouvir Opeth seguindo-se a minha obediência.
Sinto-me vulnerável por gostar de ti. Fico com a sensação, que podes fazer tudo o que quiseres de mim. Daí que tenha medo. Há fantasmas que me assombram, sempre o fizeram e ainda me assustam. Tu fazes-me sentir segura. Mas ao mesmo tempo, o quanto dependo de ti, torna-me vulnerável. Já te disse mil vezes, correndo o risco de me tornar repetitiva e chata, que tens o meu coração nas tuas mãos.
Apetece-me gritar ao mundo que te amo. Apetece-me chorar para perceberes bem nos meus olhos que sou tua e só tua. Que te quero... comigo... em mim...
E quero poder dar-te a mão e saber que vais sempre estar comigo, porque acredito sinceramente que és “o tal”. A pessoa que vou continuar a ter ao meu lado, que me vai animar com a sua imaturidade, que eu critico mas invejo. Tenho saudades de ser criança e tu fazes-me lembrar os bons momentos.
E apesar das inseguranças e incertezas, ainda tenho certezas em relação a algumas coisas. Certeza que gostas mesmo de mim, que nunca me vais trair, que te amo e que vou continuar a ser tua enquanto me quiseres. Porque foste o meu primeiro e quero que continues a ser o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto... Que continues a criar memórias comigo.
Quando me perguntam há quanto tempo andamos e lhes respondo, as pessoas sorriem e olham com cepticismo a minha felicidade. Verdade que um mês até pode parecer pouco, mas um mês são 744 horas, 44640 minutos, que em contas certas equivalem a 2678400 segundos. Porque o tempo pode ser relativo, mas não é relativo o tempo que passo a pensar em ti, a pensar no próximo momento em que vou estar contigo e vou poder beijar-te, sentir os teus lábios, o teu corpo...
Comecei por querer saber quem és...mas na verdade és parte de mim. E isso basta. Basta poder olhar-te nos olhos e dar-te a mão. Porque mesmo que não entre no teu coração ou na tua cabeça, sei que entro nos teus sonhos e nos teus pensamentos. E sei que tu és aquele que entra nos meus e que faz parte de mim.
2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Espelho meu...
Odeio-te
Tu que és o meu reflexo,
Desprezo-te
Porque tiras à vida o seu nexo.
Apetece-me cuspir-te na cara
Enojas-me, irritas-me!
Cortas-me a felicidade que me é tão rara
Desesperas-me porque esperas que te ame.
Eu quero ir embora, quero voar
Tu não deixas e ris-te quando eu choro,
Estou desesperada, quero amar
Tentas tirar-me a vida que adoro.
Porquê? Deixa-me ser feliz!
Viver em paz, a sorrir,
Porquê? O que é que te fiz?
És parte de mim e disso não posso fugir.
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