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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Amor próprio e um Réveillon fabuloso

Com não uma, mas duas casas em "pantanas", sem um namorado para fazer companhia, tinha 0 planos para passar a noite de ano novo. Na verdade, até tinha um plano: ficar em casa, a vegetar à frente da televisão até adormecer. 

Mas a vida dá as duas voltas próprias e ontem dei por mim numa discoteca sublime, com uma vista deslumbrante sobre a cidade e na companhia daqueles amigos que fazem toda a diferença: o Will, o Colin (em regime de part-time) e a Martha. 

Passei 6 horas a dançar em saltos de 15 cm e não me arrependo. Foi mesmo sublime. 

O que não foi sublime, de todo, foram as portas que se abriram quando uma das companhias me deu um chocho, me agarrou, me passou as unhas pelas costas, me voltou a dar um chocho...
Eu não tenho dono, mas sou dona de mim mesma. E existem barreiras que não sei se quero ultrapassar. 

Daí que, apesar de já ter sido questionada mil vezes sobre se estou interessada nele, pelo laço afectivo que temos, porque com ele as coisas teriam de ser feitas como deve ser, respondo sempre que se ele não fizer nenhum avanço, eu não o farei. 

Não o fiz antes, há anos atrás. Mesmo quando fiquei magoada por não ser uma opção, por respeito ao Will. E por isso, por mais interessada ou apaixonada que possa estar ou vir a ficar, não vou apressar nada. E se não acontecer, é porque não tinha de ser assim. 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Lonely Day e um mapa de amigos

O G. está de cama, enquanto eu estou na cama ainda a acordar mas cheia de saudades dele. É terrível. 

Não lhe vou por a vista em cima até sexta, o que totaliza uma semana sem o ver. Não é nada moralizante :(
Ainda assim, ontem senti-me um pouquinho melhor ao surpreende-lo com um género de kit de SOS. 
Combinei com o melhor amigo dele - que não conhecia - um drop off com um saco de goodies: pacotinhos de chá (mistura minha) de limão, gengibre, mel e cidreira, personalizados com etiquetas queridas; três filmes escolhidos a dedo (um romance de encher a alma - Cold Mountain; uma obra de arte - Toute une vie; uma reflexão sobre como funciona a sociedade - Die Welle); uma Pen USB para ele se lembrar de mim; halls e um cartão fofinho. 
Ele adorou. E eu fiquei admirada por ele aceitar o meu lado romântica-mete-nojo.

Pelo curto caminho a falar com o BFF dele, surgiu o tópico "quando é que vais lá à margem Sul conhecer os amigos dele". Respondi-lhe com pânico. E tenho pânico. 
É que eu gosto mesmo dele. E os amigos não irem à bola comigo, não obstante eu ser um amor de pessoa, não é simpático. Na verdade, nunca tive semelhante ordeal: os amigos do Tiago mal me conheciam - ele não queria misturas - e Vice-versa; os do Bernardo nunca conheci, já que não houve tempo para tal; os do João conheci alguns, mas estava-me nas tintas porque era Malta da jota que não tinha de agradar, and that's it. 

Quanto aos meus, é piece of cake. 
As meninas - Mary, Beatrix, Martta, Di - gostarão dele desde que ele me faça feliz. 
O J. e a I. deram-me a sua benção (e já o conhecem, adorando-o). 
O Will não gosta da ideia de eu estar com ninguém, o que percebo perfeitamente. Mas pelo menos acho que gosta desta escolha. 
Talvez o C. e a B. possam criticar mais, mas será mais por política que por outra coisa. 

E agora que olho para esta lista, apercebo-me que o meu núcleo de amigos é estupidamente pequeno. E que me sinto ligeiramente só.
Se calhar é de sentir o Will mais longe, coisa que não censuro nada - era altura de ele me ultrapassar. Até porque o amor que ele sente por mim, não é compatível com o tipo de amor que sinto por ele. :(
Mas só lhe desejo o melhor da vida. Não é fácil renovar um prédio com uma fachada bonita, mas compensa mais que deitar tudo a baixo. Eu sei que vais conseguir levantar-te e subir os degraus que precisas de subir. Posso estar sempre a criticar e a bater. Mas acredito mesmo em ti. :)