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terça-feira, 29 de abril de 2014

Lembranças

Custa-me imenso o tratamento de silencio do Thèo. É algo que me deixa triste, magoada e furiosa. 
Ele foi uma besta em tantos momentos. Mas não deixo de o ter amado. De ter encontrado algures conforto com ele. 
Não saber nada dele assombra-me. 
Quero o amigo de volta. 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Os altos, os baixos

Duas semanas depois, a minha vida é caótica. 
As coisas com o sr. professor têm corrido às mil maravilhas, não obstante existirem algumas arestas a limar. Coisas a que não estou habituada e que me dão um certo receio. 
Ontem apercebi-me de algo importantíssimo: tenho de me entregar menos. Não que ele não mereça, mas se assim não for, vou desgastar. Vamo-nos desgastar. E é bom demais para eu querer que isso aconteça. 

Sinceramente, nunca conheci um homem assim. É muito muito semelhante ao meu sonho de homem. Trata-me bem, cuida de mim e vê-se que é louco por mim. Será o suficiente para durar? Só o tempo o dirá. 

Por falar em tempo, tem estado uma chuva desagradável. Combina perfeitamente com o mau feitio do meu pai, que me tem levado quase à loucura. Por vezes, a situação é tão desagradável que só me apetece chorar. E como não consigo ficar calada, a situação frequentemente escala. E o pior é que ele agora decidiu fazer uma birra de menino mimado e deixou de me falar. Enfim. 

Igualmente desconfortável, foi deixar o Thèo de vez. Nunca o quis magoar, embora o tenha feito. 
E ainda que inicialmente o discurso dele tenha apontado a possibilidade de ficarmos amigos, ele deixou de me falar. É extremamente triste pensar que chegámos a este ponto. Com tantos altos, milhões de baixos, promessas de amor incondicional e ausência de resposta. Ausência de comunicação.