terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Real vs. aparente

Hirta, parada.

Olhando uma sombra distante...

De alma despedaçada,

Despedindo-se do seu amante.

A lágrima a escorrer

Dum corpo no escuro,

Num bêco vem morrer

Um amor inseguro.

Ele está longe

Longe da verdade,

Ela assemelha-se a um monge

Ela é realidade.

O que será que teus olhos vêm?

Realidade será?

É real a aparência que tudo tem?

Que realidade a aparência terá?

No fundo são um casal de ilusionistas sempre presentes:

Ela é vista e ele procurado,

Um casal fora do comum, ambos diferentes

Vivendo para sempre num abstracto seguro e imaculado.

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