quarta-feira, 5 de maio de 2010

Hoje apetece-me escrever

Tive um dia estranhamente estranho. Triste, deprimente e muito pouco alegre.

A manhã começou com as minhas expectativas a serem completamente reduzidas a pó. Tinha feito uma prova que me correu lindamente. Esperava começar a mudar a minha carreira. Tive uma nota horrível e o dia ressentiu-se. Mas como se não chegasse, a tarde esperava mais e pior. Na outra prova, também não tive o desempenho que esperava. Fui choramingar para cima do Veri, que me prometeu ajuda mas que agora está a dar nas orelhas.

Uma amiga minha apaixonou-se por um professor açoriano que tem, mas por mais lata que tenha para o convidar para jantar fora assim que deixe de ser aluna dele, tem medo de ser rejeitada por mil e uma razões. Em primeiro lugar 7 anos de diferença (que pela minha experiência não é impeditivo de nada), em segundo lugar por ser professor dela, em terceiro por não se achar suficientemente boa, em quarto por não se achar suficientemente inteligente (apesar de lhe dizerem que sim), em quinto por não ser boa aluna, em sexto por achar que ele deve ser comprometido, em sétimo por não ser boa aluna, em oitavo por não chamar à atenção, em nono porque acha que ele se vai rir na cara e em décimo porque não sabe se tem coragem para o fazer e ser rejeitada. Não sei o que lhe dizer, se ela deve tentar ou não. Costumo dizer que "quem não arrisca não petisca", mas trata-se do coração de alguém importante e não quero ser responsável pelo dano.

Saí do trabalho e fui para casa. Telefonou-me o Jota a perguntar o que estava a fazer, se poderíamos falar.
Fomos passear, falámos e descobri que o que se passou entre nós não está completamente enterrado.[Nota pós edição: mas passou a estar!] Não o amo e não vou trair o meu coração, mesmo que o meu cérebro queira fugir para a "aposta segura". Lamento mas masoquista até ao fim.

Cheguei há pouco a casa, melancólica e indecisa. O Veri chamou-me à atenção pelo meu insucesso. Diz que não posso ter tudo o que quero e que tenho que ser melhor no que faço e deixar algumas coisas para trás. Que não posso ser perfeita em tudo porque estou a descurar o meu trabalho. Expliquei-lhe que não quero abdicar daquilo que verdadeiramente gosto e pedi-lhe ajuda. Não gosto de pedir ajuda. Mas sinto-me perdida. Tão perdida.

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