domingo, 20 de junho de 2010
Prosa d'alma
Cinzento.
É assim que o céu se descortina.
Umas nuvens irrequietas, esbatendo-se num pôr-do-sol que não vejo.
Tapado pelos telhados da cor de paixão desvanecida, aquela cor de tijolo.
Momento.
Intenso, numa sensação formigueira que me domina.
Quando destapo a nudez que deixa a descoberto as marcas do desejo.
De uma vaidade que se dissipa quando olho à volta e vejo um silêncio tolo.
Vagamente.
Me lembro de responsabilidades, de sonhos, de ambições.
Tentando identificar quem sou, porque e como aqui estou.
Perdida no limbo, num caminho sem princípio ou fim à vista.
Atentamente.
Imagino quando o sono me apanha para um mundo de ilusões.
Largo-lhes as mãos quando eles me obrigam a dizer-lhes onde vou.
Vou encontrar-me, vou reinventar-me, e recomeçar uma vida de conquista.
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o Céu e' o limite.
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