
Apesar do jingle amororso da música dos Coldplay, não há nada de amoroso nos meus últimos dias.
Bem, à excepção da vitória do nosso querido líder, do futuro perdido que Portugal acabou de encontrar, não tenho estado muito bem.
Passo a vida numa busca. Numa quest, para ser mais específica.
É inerente à minha personalidade procurar uma cara metade. Loucura. Estupidez. Parvoíce. Sei lá. Romantismo talvez. Não que esteja péssima sozinha. Mas estou melhor acompanhada.
O Thèo tem-me relembrado que está por aqui, ao meu lado, ainda que não como namorado. Eu sei que ele me quer de novo. Que sente a minha falta. Que me ama.
Mas por vezes, isso não é suficiente. Ou será?
Tantos casais que conheço, não têm o que nós temos. Aliás, eu e o Thèo fomos um grande casal entre nós, naquilo que é parte essencial dum namoro. Mas estávamos, e estamos, nitidamente em patamares diferentes. Visões diferentes da vida, ambições distintas, sonhos diversos. Enfim, somos diferentes demais para o futuro. E eu quero alguém para o futuro.
Sexta-passada o Llermo tentou beijar-me. Fiquei destroçada. Sempre achei que o nós enquanto amizade estivesse primeiro que o ele, indivíduo. Para mim sempre esteve. Daí ter alimentado o que o levou à tentativa. As mãos dadas, os mimos. Mas para mim era só a cumplicidade que eu via como amigos muito especiais. Amigos que existiam um para o outro de tal forma que o carnal não os destruiria. Parece que estava profundamente errada.
Ainda não sei bem como lidar com ele. A confiança, o respeito que julgava haver entre nós evaporou. Esperemos que volte.
Para além deste bump gigante in the road, outras desilusões se seguiram.
O JP que promissor como sempre foi, desapareceu do mapa. O C. que fez justiça ao ditado longe da vista, longe do coração. Se calhar até mereci esta.
No fundo, sou do mesmo pólo que os homens que me interessam. Conclusão: os pólos iguais afastam-se.
Conseguirei um dia ter uma cara-metade que eu queira, ou terei simplesmente de me contentar com o que tenho?
P.S.(D.)- Lembrei-me de algo novo. Recordam-se que andava a sonhar com velhos amigos (hoje até sonhei com alguém perfeitamente inesperado!), que tinha saudades do Ramos? Pois é, voltei a aborda-lo. Relembrei-o do postal que em tempos me enviara de Firenze e do livro que me dera com carinho em tempos.
Estou desertinha de o reencontrar num café. Mas será que voltaremos alguma vez à cumplicidade do passado?
Não percam o próximo episódio! =]
Estou desertinha de o reencontrar num café. Mas será que voltaremos alguma vez à cumplicidade do passado?
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