quarta-feira, 7 de março de 2012

Ic.ac.ic.ac.ic.ac.*




O tempo passa a correr.

Parece que foi ontem que conheci o Thèo. Que foi ontem que me candidatei a um "emprego" com o Will. Que foi anteontem que me cruzei com a Kath.

Foi no passado dia 12 de Fevereiro que se passaram quatro anos (!) que eu e o Thèo nos cruzámos na rua. O dia em que parámos o olhar um no outro durante breves segundos à frente da paragem do 7.
Tem piada que o 7 sempre foi o meu número da sorte, e o 12 o dia em que começámos oficialmente a namorar.
O tempo passa e nós não ficamos mais novos. Mas pelo menos ficámos mais sábios. Acho que o oxigênio que nos envelhece e nos dá vida, não só resulta numa erosão física, como os nobres cabelos grisalhos ou os vincos na face, como numa erosão emocional e psicológica. Por vezes, dependendo das condições, tal como a água e o vento esculpem obras de arte paisagística, também a vida nos esculpe de modo a, pelo menos, nos sentirmos mais belos.
Eu pelo menos sinto-me muito melhor e mais feliz, ainda que o futuro seja incerto.

O Will conquista dia-a-dia o seu território e eu sigo ao seu lado, quase a acabar o primeiro capítulo da minha vida académica.
4 anos passaram-se a correr.

Uma boa amiga minha, cuja distância não deixa que olvide a importância que para mim ela tem, está grávida. Conhecemo-nos há quase 3 anos numa formação política, continuando a trabalhar num projecto onde o Will também faz parte.
É entusiasmante ver a felicidade dos nossos amigos, ainda que seja igualmente estranho: o tempo não perdoa, a vida avança e no caminho da vida seguimos sem olhar para trás - tal qual como Orfeu - para que os nossos sonhos não desapareçam para sempre.

Tempus Fugit. Se não o conseguimos parar, temos de viver ao seu ritmo.


* no mundo de hoje os relógios Made in China já não fazem Tic Tac mas sim ic ac

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