terça-feira, 20 de novembro de 2012

São três da manhã e acordei sobressaltada.
Olhei para o telemóvel. Fui a última a enviar uma SMS.
Sabes, sou daquelas pessoas que detesta quando não lhe respondem. Pode ser um beijino, um adeus, um Smile, qualquer coisa. Mas exijo resposta. Mais cedo que mais tarde.
Por isso é que quando não me respondes dou em louca.
Arranjo outro pretexto para te relembrar que existo, mas secretamente entristeço por dentro.
Não há mais nada interessante para mim que falar contigo e ouvir a tua voz. Os teus conselhos. As tuas ideias.
Portanto durante aquelas horas em que a tua vida é mais importante que o meu tédio, o que, desde já é perfeitamente normal, estou na merda.
Sim, leste bem, na merda!
É um pouco patético não é?
Se calhar é aquela necessidade de ter atenção, mas sinto que o que me falta mesmo é a companhia de conversas. Alguém que me irrite por discordar de mim mas me deixe com um sorriso surreal quando fica horas e horas a falar comigo. 

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