Não sei bem como, mas começámos a trocar palavras, experiências.
Na segunda-feira fomos jantar e apesar de o achar desprezível nos primeiros trinta minutos, após uma crítica destrutiva do meu outro blog, achei-o uma lufada de ar fresco.
Nessa noite acordei com a ideia que ele estava ao meu lado na cama. Assustei-me.
As coisas desde o Thèo não tinham corrido bem e certamente que um homem deste género jamais se sentiria atraído por uma mulher como eu.
Na quinta-feira almoçámos e a distância subitamente pareceu mais pequena. Soube a pouco.
Decidi convidá-lo para jantar no meu apartamento na sexta. Esperava um não. Mas ele veio. E comeu. E bebeu. E fumou. E falámos até às quatro da manhã. E eu ri-me como uma parva. E disse coisas parvas. E ficámos silenciosos. E rimo-nos só com o silêncio. Foi perfeito.
Tentei não parecer fácil. Não lhe toquei muito. E ele não correspondeu. Pensei "OK, ele quer ser só meu amigo. E vamos ser bons amigos. - Porra! Como é que consigo ser amiga dele sem me babar um bocadinho?!". E houve um momento em que ele me beijou. Uma e outra vez. Primeiro lentamente, depois com intensidade. Pelo meio deu-me alguns beijos na testa, fez-me festinhas. Não apressou nada. Só cuidou de mim. Respeitou-me.
Pelas 6 deitámo-nos na cama e dormitámos um bocado. Sempre agarrados. Virados para um lado ou para o outro nunca nos largámos.
Foi perfeito.
Ele tem um ego enorme, um sorriso perfeito, uma barba gira mas que parece lixa, uma honestidade irritante e não é nada perfeito. Mas eu não mudaria nada nele. É único.
Agora só falta saber se nos damos bem nos lençóis.
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