domingo, 15 de setembro de 2013

O imperador do mal

Foi precisamente há dez dias que lhe enviei a mensagem no Facebook. Não nos conhecíamos mas eu já tinha ouvido falar imenso dele. Só coisas terríveis claro. 

Não sei bem como, mas começámos a trocar palavras, experiências. 
Na segunda-feira fomos jantar e apesar de o achar desprezível nos primeiros trinta minutos, após uma crítica destrutiva do meu outro blog, achei-o uma lufada de ar fresco. 
Nessa noite acordei com a ideia que ele estava ao meu lado na cama. Assustei-me. 

As coisas desde o Thèo não tinham corrido bem e certamente que um homem deste género jamais se sentiria atraído por uma mulher como eu. 

Na quinta-feira almoçámos e a distância subitamente pareceu mais pequena. Soube a pouco. 

Decidi convidá-lo para jantar no meu apartamento na sexta. Esperava um não. Mas ele veio. E comeu. E bebeu. E fumou. E falámos até às quatro da manhã. E eu ri-me como uma parva. E disse coisas parvas. E ficámos silenciosos. E rimo-nos só com o silêncio. Foi perfeito.

Tentei não parecer fácil. Não lhe toquei muito. E ele não correspondeu. Pensei "OK, ele quer ser só meu amigo. E vamos ser bons amigos. - Porra! Como é que consigo ser amiga dele sem me babar um bocadinho?!". E houve um momento em que ele me beijou. Uma e outra vez. Primeiro lentamente, depois com intensidade. Pelo meio deu-me alguns beijos na testa, fez-me festinhas. Não apressou nada. Só cuidou de mim. Respeitou-me. 

Pelas 6 deitámo-nos na cama e dormitámos um bocado. Sempre agarrados. Virados para um lado ou para o outro nunca nos largámos. 

Foi perfeito. 
Ele tem um ego enorme, um sorriso perfeito, uma barba gira mas que parece lixa, uma honestidade irritante e não é nada perfeito. Mas eu não mudaria nada nele. É único. 

Agora só falta saber se nos damos bem nos lençóis. 

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