sábado, 12 de outubro de 2013

Olá Eléctrico.

Por onde hei de começar? Pela dor? Pela desilusão? Por ter sido tratada como um brinquedo para levar com pedidos de desculpa, que sinceramente não me fazem sentir melhor?

Como é que eu faço para que pare? Whisky? O método de auto-destruição do costume?

Desta vez não percebo. Fui genuína. Fui fantástica. Tinha tudo, tudo para poder deixar um homem aos meus pés. E isso não aconteceu. 

Só me apetece chorar e não consigo parar. O Gui já me deu conselhos, a Marta tenta dar-me ânimo. Mas as palavras não valem nada. Valem as acções. 

Sinto-me fraca, como ha algum tempo não me sentia. E o pior é que isso se percebe. 
Eu sou tão forte. Sou um furacão. Até na Quinta-feira deixei um amigo do Luís rendido ao facto que sou uma caixinha de surpresas. 

Mas no fim, isso serve-me de quê?
Continuo sozinha. Maravilhosa. Linda. Fantástica. Mas sozinha. É suposto eu esperar que a culpa é dos outros? Existe aqui um padrão: por mais fantástica que seja não consigo que as pessoas gostem mesmo de mim. A não ser quando sou má. 

Devo recomeçar a viver? Ou tornar-me exactamente no reflexo dele? Ou será que finalmente não me estou a tornar precisamente nisso? Numa pessoa que acredita mas que não quer amor?

Afinal, não tenho como escapar ao fado. Vou ficar sozinha por escolha própria. 
Já não vale a pena procurar, arriscar, se não estou destinada a ser amada, mas sim à dor. 

A minha mãe tinha razão. Estou amaldiçoada desde aquele dia a nunca ser amada, por lhe ter virado as costas. E o triste, é que tudo o que quero no final do dia, é um bocadinho de amor. 

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