sábado, 5 de outubro de 2013

Uma sexta-feira extraordinária

Depois de uma semana a bater com a cabeça nas paredes, acordámos passarmos a noite juntos. 
Estava com algum receio que a distancia temporal e espacial pudesse ter afectado a vontade que tinha de estar com ele e Vice-versa. Mas quando nos cruzámos, ambos a subir as escadas a caminho do ponto de encontro, todo esse medo dissipou. 

A noite foi fabulosa. Não esperava que fosse tão boa. Sentir o que senti. E não tentei ser perfeita. Não dei o meu melhor. E tenho alguma preocupação de eu ter sido uma merda. 

Pelas horas, adormecemos, eu tritirei de frio, descobri algumas coisas sobre ele e falámos. Ou ele falou e eu tentei ouvir. 

E finalmente descobri uma coisa que não gosto nele. O momento em que ele fala de algo apaixonante mas que mexe tanto com ele, que se fecha noutro mundo. Um mundo em que deixa de estar comigo. E passa a estar noutro lado qualquer. É lindo. Mas igualmente solitário. 

Compensa sempre ouvi-lo a criticar-me. A referir como posso ser melhor. E dói, mas ajuda. Ajuda saber que alguém acredita em nós e preocupa-se ao ponto de dar a mão para que eu seja melhor e faça melhor. 

Gosto muito dele. E espero que ele ainda goste muito de mim. (Será que ainda o encanto?)

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