quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Dez da noite, pingo no nariz e zero Llermo

                                 
    

Estou constipada, o que é profundamente irritante. Com o pingo no nariz. Ainda assim hoje corri para uma reunião, para um café com a Marta, para comprar este livro (acima), para buscar termos, para tomar café com uma senhora que acha que as mulheres na política são essenciais e correria para o Llermo. Para que ele me visse resplandecente, de vestido verde e se perdesse um bocado em mim. 
O que não veio a acontecer. Por alguma culpa minha. Karma, calculo. 

É que gosto mesmo dele. E portanto aguardei no Chiado, enquanto lia, que o G. aparecesse para ir para casa. É ridículo, até porque ele podia já estar em casa (raro, mas possível), ir jantar fora ou ter passado sem que eu o visse. 
E não o fiz por ainda estar apaixonada por ele. Fi-lo porque queria mostrar que estava bem, que vivo sem ele, partilhar que encontrei alguém que me merece, mesmo que nem sempre tenha todo o tempo do mundo para mim. Foi por isso que não estava em casa. Foi por isso que não cobri o Llermo de beijos. 

A vida não é fácil. Para mim, pelo menos nunca foi. E agora que alguém parece querer apostar em mim, o destino não nos deixa estar tempo suficiente juntos para que ele se apaixone. Porque eu já fui quase pescada. Não no total, porque ainda não me vejo como apaixonada, embora goste dele ao ponto da sua ausência me custar e das saudades se instalarem. 

Gosto mesmo de ti. Não queiras que eu me afaste e faz por me mereceres. Não existe mais ninguém como eu. Em nada.


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