É Natal e acho que pela primeira vez em muitos anos, me sinto completamente desamparada, desnorteada, perdida.
O Will afastou-se. Passou a estar ocupado com a sua própria felicidade e eu não tenho coragem de o arrastar para a minha infelicidade. O desprendimento amoroso da minha pessoa, levou-o a tornar-se mais frio, menos comunicador e menos caloroso. Mas a vida é assim.
A Di apaixonou-se. Está feliz. E todos os momentos pós trabalho são dedicado ao X, o querido dela. Por isso também não a tenho chateado.
A M. tem sido uma tábua de salvação. Ela e o Thèo. Que por se sentir exactamente da mesma forma, ainda que eu esteja numa situação ligeiramente pior, me compreende, amparando-me quando preciso, cuidando de mim.
Sinto-me tão só. Tão frustrada.
Não compreendo porque é que o universo me lança estas bolas curvas. Porque é que quando era louca pelo Thèo, era tantas vezes ignorada por ele e agora, que estou só, é o único homem que me procura, que me mima
Enfim. Estou no limbo. Entre o Céu e o Inferno, a Morte e a Vida. O Limbo.
Há uma casa catita livre em Campo de ourique, por baixo da minha.
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