terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O Limbo

Estou prestes a mudar-me. Para o centro de Lisboa, outra vez. O que, no âmbito imobiliário, fará justiça ao meu estado emocional. Estou, no limbo. 

É Natal e acho que pela primeira vez em muitos anos, me sinto completamente desamparada, desnorteada, perdida. 

O Will afastou-se. Passou a estar ocupado com a sua própria felicidade e eu não tenho coragem de o arrastar para a minha infelicidade. O desprendimento amoroso da minha pessoa, levou-o a tornar-se mais frio, menos comunicador e menos caloroso. Mas a vida é assim. 

A Di apaixonou-se. Está feliz. E todos os momentos pós trabalho são dedicado ao X, o querido dela. Por isso também não a tenho chateado. 

A M. tem sido uma tábua de salvação. Ela e o Thèo. Que por se sentir exactamente da mesma forma, ainda que eu esteja numa situação ligeiramente pior, me compreende, amparando-me quando preciso, cuidando de mim.

Sinto-me tão só. Tão frustrada. 
Não compreendo porque é que o universo me lança estas bolas curvas. Porque é que quando era louca pelo Thèo, era tantas vezes ignorada por ele e agora, que estou só, é o único homem que me procura, que me mima  

Enfim. Estou no limbo. Entre o Céu e o Inferno, a Morte e a Vida. O Limbo. 

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