domingo, 19 de janeiro de 2014

A Laura, A Cura, os Porcos

Esta viagem de comboio foi meia confusa, mas eu vou tentar resumir. 

Ele foi ferido em batalha. Eu limpei e cuidei das feridas. Ele voltou para casa, onde casou com a filha do dono da loja de bom-bons chamada Laura. Ele foi feliz para sempre e eu...? 
Morri atropelada por uma carrinha que transportava porcos e que ficou sem travões. 

Certo. Acho que tenho de dormir. 

8 comentários:

  1. (olhaste para o mail do blog, ultimamente?)

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  2. Olhei sim. Ando é mega ocupada. É suposto eu aprender a voar para não ser atropelada por camiões cada vez que os meus interesses amorosos me preterirem?

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  3. Ficar em casa com um chá bem quente e um bom filme evita desastres. Às vezes até amorosos.

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    1. Não evita nada! Isso é mito! :)
      Por falar em chá, já me enviavas um email e bebíamos um.

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  4. Um amigo meu (, caiu em contradição... não, sai Ornatos, shoo!) respondeu uma vez a uma miuda duma maneira que me ficou na memória. Ela fazia-se a ele, e disse uma vez "tu é que perdes", e ele respondeu-lhe que "para perder é preciso ir a jogo".
    Não sei bem o que é que isto quer dizer na cabeça dele, se é não se deixar interessar, se é fazer de desentendido, se é negar-se a querer o que quer que seja que não venha de borla.
    Ficou-me. Penso nisso muita vez.

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  5. Foi parvo pá. Viver é ir a jogo. As pessoas que temos o prazer de conhecer e que se cruzam connosco não são uma escolha nossa. São uma escolha da vida.
    E foi mau. Que isso foi reduzir a miúda.
    Também já me disseram isso. E só não perderam mesmo, porque mais tarde deram conta do erro e eu perdoei.
    Não sou a ultima coca-cola no deserto nem a melhor do mundo. Mas gosto de mim com as qualidades que tenho. E a cozinhar bem! :)

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  6. Sim, cozinhar bem é um plus. "uma mulher prende um homem a duas pernas: a perna da mesa e a perna da cama" - provérbio árabe.
    Não sei. Se conhecesses a peça, não seria tão fácil apontar uma ou outra coisa. É um solitário, tem muita cicatriz, não acredita no destino mas venera as brincadeiras do acaso. É gajo para decidir as férias com uma moeda ao ar em cima de um mapa.
    Por isso é que eu fiquei a pensar; aquilo tem qualquer coisa muito pensada por trás, a resposta foi só fachada, ponta de iceberg.

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