quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Falemos de amor

Sim, eu ainda acredito em amor. 
Não deixo de procurar ser amada, de querer ser amada, apesar de me amar muito. Mas para além disso ainda tenho muito amor para dar. E preciso de receber amor também. 

Tenho uma história de sofrimento. Fui deixada de uma forma ou outra de grande parte das pessoas a quem me dei, de quem gostei e dei amor ou amizade. 

Eu dormi com 7 homens na minha vida. Fui rejeitada por todos eles. E por muitos mais. Mesmo assim gosto de mim, da pessoa em que me tornei. Mesmo com erros. Aprendi. Aprendi a ser melhor. E tento sê-lo todos os dias. Fazer aos outros o que quero que me façam a mim. 

Por isso detesto jogos que ponham em causa as minhas emoções. Porque acredito no amor. E se não acreditar no amor, não há mais nada em que queira acreditar. Eu já fui amada. E já amei uma pessoa. A sensação de completude, a sensação das borboletas no estômago, compensa sempre a dor. 

Eu amo-me muito e sei o que valho. Só gostava de ter alguém que reconheça esse valor e queira receber o que tenho para dar. 

4 comentários:

  1. Não sei se é de mim, ou se está mesmo presente na maneira como escreveste, mas li aqui o estigma da mulher deixada. E não, não quero enveredar pelos estereotipos. Não te deixes é acreditar que acontece por seres mulher. As mulheres também abandonam, aos homens também acontece - sobretudo a uma certa espécie deles.
    E eu penso cá para comigo, às vezes é só uma questão de timing: não estou a ver o gajo cool com 25, que agora me obscurece quando o tenho ao lado, a obscurecer-me a mim com 35. Porque aos 35 as mulheres procuram outra coisa, e nos meus 35 eu vou ter tanto, mas tanto charme... ;)

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  2. Cuidado que elas aos 40 podem querer ter o gajo de 25 outra vez ;)
    Não, não me acontece por ser mulher. Acontece por me ligar às pessoas e não ser alheia, como o resto das pessoas. Tenho sentimentos e reconheço-o. Faço aos outros o que quero que me façam a mim. O que corre mal, mas pelo menos durmo descansada.

    Quanto ao gajo cool, tenho um amigo assim que me aborrece imenso! Nem imaginas!
    Mas olha, se hoje estou só e tenho charme (e cito "emanas sensualidade") daqui a 12 anos vou ser uma bomba! (Sim, a mim faltam-me mais uns).

    By the way, nós conhecemo-nos? Pf diz-me se eu te dei uma tampa!

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  3. Bem, se essas quarentonas quiserem, não são - de todo - o meu tipo de mulher. E nessa coisa do dormir descansado, confesso que somos parecidos. Daí eu ficar tantas vezes "por baixo", por preferir dar o braço a torcer do que viver num mal entendido, por exemplo. Por outro lado, esse ficar por baixo não ajuda nada ao charme... É aquela velha máxima do "good guys come last", e as raparigas escolhem sempre os piores., bla bla, all that jazz.
    Se nunca leste um livro chamado "Eu e ele", do Alberto Moravia, devias. Touché.

    Se nos conhecemos ou não, fazes com cada pergunta. Eu sei lá! O meu perfil é tão anónimo como o teu!

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  4. Cool envolve ser mais sintético.
    Anónimo é anónimo. Pseudónimo é pseudónimo. Heterónimo é caso clínico.

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