quarta-feira, 10 de junho de 2015

O vazio

Da solidão. Tão penoso, tão cruel. 
Estar só sem se estar, literalmente, só. 
Esperar-se um abraço, um carinho, qualquer coisa. 
Ficando só a indiferença. 

É o ultimo dia, a ultima noite. Já sei que vou voltar a estar só. 
Ele está, sem estar. 
Eu durmo, sem sonhar. 

Gostava de poder corrigir o que fiz de mal. Só que eu não fiz nada. Nada. Nada que merecesse ser tratada como uma folha de acetato, leve, indistinguivel e indiferente. Fodasse, no limite até fiz tudo para que coisas assim não acontecessem. 
Mas acontecem. 

É suposto eu fechar os olhos? É suposto adormecer com vontade de chorar, mas suprimir as lágrimas porque não fazem diferença? 

Está solidão não passa. Eu bem tento. Mas não passa. Não sem ti. 

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