Voltei a cair. Caí mais desta vez. E doeu muito mais do que o que estava habituada. Menos do que esperava. Mas ainda dói.
Perdi tudo. Perdi-me a mim mesma. E por mais que me tente encontrar, a pessoa reflectida na parede de vidro do meu gabinete já não sou eu.
A pessoa que dorme naquela cama não sou eu. É uma sombra de mim. Uma sombra que sobreviveu. O pior de mim. A miséria, a dor, a tragédia de estar a fazer de conta que estou bem. Não estou.
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