No fim, fiquei à conversa mais um par de horas e fui encurralada para falar Dele. Cusquices essencialmente: como é que nos tínhamos conhecido; o que tinha acontecido; o que é que eu queria.
É suficientemente estranho falar sobre algo que ainda nem sequer sei bem o que é. Sei o que quero que seja. Mas o tango dança-se a dois. Mais estranho ainda é ouvir "se for para dar só uns berlaites, aproveita" ou "vê lá se não conversam tanto que ficam melhores amigos".
Eu sei que não sou a melhor pessoa a criar uma relação romântica. Só faço porcaria e não mereço o tratamento que me dão. Mas quero que resulte desta vez.
E fiquei com isso na cabeça. Daí não ter mostrado tudo o que sou e posso ser no sábado. E se o assusto por ser tão...intensa e perfeccionista?
Seja como for, adorei adormecer ao lado dele outra vez. Sentir o calor dele. Aninhar nos braços dele.
Foi calmo, para algo que se tem desenvolvido a uma velocidade surpreendente. Foi bom.
E eu senti-me perfeita. Não o fui, claro, mas senti-me como tal. E adorei como ele me reage. Soube bem. Muito bem.
Gosto dele.
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