A última noite foi sublime.
Tinha-lhe pedido para me surpreender. E podem pensar que a ideia não tem piada nenhuma, mas para mim - uma mulher um pouco out of the ordinary - ir ver um jogo de futebol com ele, foi qualquer coisa.
Não foi só o facto de ser o meu primeiro jogo de futebol, que verdadeiramente compreendi; a minha primeira vez na Luz; foi o facto de a companhia ser tão boa (vamos não exagerar, razoável vá ;) e de ter descoberto mais alguns pormenores da infância dele, que o fizeram assim e que lhe deram O sorriso expressivo que ele tem.
Ao chegar a casa, apercebi-me que, ainda bem que ele não me conheceu no passado. Era tão forçada, tão insegura, tão sombria, que nem parecia eu. Ainda bem que ele me conheceu depois de ter decidido agarrar a vida. Adoro sorrir, brincar, mordiscar os lábios, conversar, ser uma boa companhia, que até há uns tempos não era (ou era mas contendo o meu lado mau).
Acordei de um sonho em que ele estava aqui, ao meu lado. A manter-me quentinha, a dar beijinhos na testa. E estou com medo desta minha intensidade que coloca parte do meu coração em tudo. Medo que ele se canse. Que a razão pela qual ele mal me toca à parte dos beijos, seja derivada por não se sentir atraído assim por mim.
E não é pelo sexo, falta dele, porque isso controlo bem - apesar das minhas saídas parecerem que não - é porque não estou habituada. E isso é bom. E mau.
Bom tendo em conta que pela primeira vez na minha vida não me sinto usada pelo corpo, por ser mulher ou para sexo. É revigorante, muito mais interessante e dá possibilidade de conhecer a outra pessoa melhor.
Mas e se não gostar a esse ponto? E se chegar aquela altura e estiver tão nervosa que não consigo mostrar o meu lado apaixonado e o de perfeccionista no que toca a dar prazer?
Se calhar é altura de parar um bocadinho de pensar. Esta cena de ser uma over-thinker ainda dará cabo de mim. :)
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