terça-feira, 7 de outubro de 2014

Vender, vender, vender

Há dias em que uma pessoa só quer fechar-se no quarto e não sair. E se puder fazer "plugout" melhor ainda. Desligar de tudo. Do mundo, da vida. Só por um ou outro dia.

Eu agora vendo casas. Ou tento vender casas. O que seria muito mais simples, se as pessoas as quisessem vender, já que há quem as queira comprar. 

A ausência de um único contacto, de alguém que queira vender, aliado ao fracasso a angariar aqueles que se têm, sem esquecer os colegas que já angariaram lá casa e que me "fanaram" uma possível angariação.

Nos últimos dias tive trabalho a tentar fechar uma angariação. Hoje, finalmente com o contrato assinado na mão, estava pronta para encontrar "compradores". Já era de um colega meu. Jeanne 0 - 1 Concorrência.
Ando a dormir cerca de cinco horas, permanentemente cansada e desgastada.

E porque nada parece fácil, a adaptação ao novo horário de trabalho do meu namorado não tem sido nada fácil. Estar com ele, a descansar, a full-time, só sábado à noite e domingo sabe a pouco. E a verdade é que nem isso tem chegado. É que cada um de nós tem as suas coisas para fazer, em especial ele. Estar na mesma sala ou na mesma cama não tem o mesmo sabor doce quando ele está chateado, frio ou concentrado nos seus alunos/trabalho. Segunda e terça, entro eu ao serviço.

É uma merda. Apetece-me chorar metade do tempo. Uma verdadeira MERDA.

E não ajuda sentir-me um cepo ao lado das mulheres que ele comenta. Ou me parecer que sou a segunda opção. É um sentimento horrível. Que até pode ser fruto da minha estúpida insegurança. Ser só uma miragem. Não interessa. Sabe miseravelmente mal.

E destaque-se a minha incapacidade de ter verdadeiramente antipatia, apatia, ou ciúmes que sejam de uma das ex's dele. Tão simplesmente porque tudo isso foi substituído por respeito. E respeito para mim = carinho inato. Mesmo, quando parece que há um capítulo por fechar. Como eu, em tempos, tive com um dos meus João's. O normal é as mulheres odiarem as ex namoradas dos seus actuais namorados. Só porque o passado acaba sempre por ter um peso importante. A não ser que seja uma atrasada mental e valha zero ou menos um enquanto ameaça. Eu não consigo. Ponto. Mais: o pior é não conseguir que ele perceba que eu, de facto, não desgosto dela. Nem tenho ciúmes. Tenho preocupação. Medo.

Enfim. Está a ser um dia amargo. Preciso de chocolate. De dormir. E de desligar.

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