Eu já. E transformou-me. E estou profundamente arrependida por isso ter acontecido.
Mudou-me. Enfraqueceu-me. Fez-me acreditar finalmente que poderia ser feliz. Que o amor traria honestidade, transparência e sobretudo devoção. Não trouxe.
A honestidade é limitada. E eu tornei-me aborrecida. Porque passei a preocupar-me com dinheiro, com o ter uma casa e com uma vida a dois. Tornei-me numa mulher menor. Deixei de ser fascinante.
(Tipo esposa que está tão preocupada com o seu lar, com a sua casa e família, que dá argumentos para que o marido caia redondo nos braços da outra. Com o peito maior, que ainda o faz rir. Porque claro, pode passar horas a conversar e a foder porque não tem mais que fazer.)
E eu não fui feita para ser uma mulher menor. Para ser companhia. Porque quero ser mais do que isso. Tão mais do que isso.
A mulher para quem se olha primeiro. Que se gaba porque alguém que se ama é sempre o melhor. A quem se pode contar tudo. Como eu conto. As conversas, os encontros, os copos e as dicas.
Sabes, eu aprendi. Guardar segredo é muito pior. Mesmo quando não se quer magoar alguém. Porque a verdade vem sempre ao de cima. É como o azeite. E aí torna-se mais difícil defender e acreditar em alguém que não percorreu os passos do caminho da confiança.
Estou cansada de ter sido fácil demais. Como ele me chamou. (Se ele soubesse como custou ouvir aquelas palavras).
Para sofrer outra vez? Não obrigada.
Aprende comigo pá. Seres bom para a outra pessoa só te faz mal. Porque ela não vai ter de lutar para te conquistar. Vai ter tudo de mão beijada. E à mínima hipótese, te garanto, de uns lábios mais apetitosos ou a simples ideia de uma nova aventura, farão com que essa pessoa seja uma besta egoísta e foda outra pessoa.
Não quero mais falsos amores. Ou é como deve ser ou então não mintam. Assumam que é só um preenchimento de um vazio. Pelo menos assim não existem recalcamentos.
Quero ser "A". Não mereço menos.
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