Ele diz que sou fraca. Porque não aguento passar uma semana sem o ver.
Talvez não me ame como eu o amo a ele. Ou quiçá não compreenda.
Seja como for. Não quer uma mulher fraca ao seu lado. Quer uma Carolina ou uma Susana. Ou as duas mas só com as virtudes.
Seja como for. Não interessa. Não sou eu.
Eu deixo-me emocionar.
Não vou viver muito. E acho que é essa certeza que sinto. É isso que me impulsiona a querer fazer tudo. A tentar fazer tudo. Rapidamente.
É inexplicável.
Tal como a minha dor. Ou a minha sensibilidade.
Chamou-me egoísta. Foi cruel.
Não vale a pena viver. Não vale a pena viver assim. Vou procurar o botão de desligar. Com sorte encontro o dos sentimentos. Não quero mais sentir.
Não quero mais amar.
Não quero saudade.
Não quero contorcer-me na cama porque numa semana de merda era ele a minha salvação e ele está-se nas tintas para isso. Ou pelo menos parece.
Se lhe é então indiferente estar comigo, porque é que ele chega a estar?
Não sei. Desligo. Vou desligar.
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